segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

MORRE O BISPO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS

D. Ladislau Biernaski
Aos 74 anos de idade faleceu hoje, dia 13 de fevereiro de 2012, as 11h30m, Dom Ladislau Biernaski, cm, Bispo diocesano de São José dos Pinhais. 

Nascido em Almirante Tamandaré, região metropolitana de Curitiba, dia 24 de outubro de 1937, Dom Ladislau foi nomeado bispo auxiliar de Curitiba em 1979, sendo ordenado pelo Beato João Paulo II e primeiro bispo diocesano de São José dos Pinhais a 6 de dezembro de 2006.

Dom Ladislau era Lazarista e conhecido pela sua atuação junto às pastorais e movimentos sociais. O Paraná perde o seu maior profeta, homem simples, identificado com o povo e o grande defensor dos pobres, pequenos e injustiçados, segundo afiançam seus amigos mais próximos.

“Ele é a nossa paz” era o lema de Dom Ladislau, lema este que vivenciou durante toda a sua vida de padre, bispo auxiliar e bispo diocesano. Atuante junto à Comissão Pastoral da Terra, da qual foi seu presidente até 2011, Dom Ladislau não media esforços para intermediar questões políticas e sociais, quando a vida dos mais simples estava em jogo. Fundador de pastorais sociais e entidades de defesa da vida, Dom Ladislau foi o secretario da CNBB, Regional Sul II para o quadriênio2007-2011. 

Seu sepultamento acontecerá logo após a Santa Missa que acontecerá na quarta feira, dia 15, as 9h, na Catedral Diocesana de São José dos Pinhais.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

BRASIL RETALIARÁ ESPANHÓIS

Brasil fará a espanhóis exigências iguais a de brasileiros na Espanha. A partir de 2 de abril, Brasil exigirá passagem com data de volta marcada, reserva de hotel e quantia mínima de dinheiro

A partir do dia 2 de abril, o Brasil aplicará o princípio da reciprocidade em relação aos viajantes espanhóis que queiram entrar no País, impondo-lhes as mesmas exigências que têm de ser acatadas por brasileiros que passam pela imigração do país europeu.

De acordo com a decisão do Ministério de Relações Exteriores, serão exigidos dos espanhóis, além do passaporte válido, passagem de volta com data marcada, comprovação de reserva em hotel ou alojamento e dinheiro suficiente para se manter no país pelo período declarado.

Com relação ao dinheiro, o valor mínimo exigido pelo governo brasileiro é de R$ 170 por dia de permanência no país.Caso o turista fique na casa de parente ou amigo, terá de apresentar uma carta de quem o convidou informando quantos dias o visitante permanecerá no Brasil. A carta terá de ser assinada pelo anfitrião com firma reconhecida em cartório.

Os cidadãos brasileiros não precisam de visto para entrar na Espanha caso a permanência no país não exceda 90 dias. Contudo, os critérios para admissão de estrangeiros não foram definidos pelo governo espanhol, mas sim pelos países signatários do Acordo de Schengen, que estabelece requisitos em comum de imigração.

Para entrar no país, as autoridades espanholas podem exigir passaporte com validade mínima de seis meses; passagem de avião nominal, intransferível e com data marcada de retorno; comprovante de que o viajante tem recursos financeiros para se manter no país equivalentes a R$ 147 reais por pessoa por dia de permanência ou, no mínimo, R$ 1,3 mil para período de estada entre um e nove dias.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

BURACO NA ESTRADA DA GRACIOSA

Estrada da Graciosa tem trecho interditado após descida da serra. Um buraco com 15 metros de profundidade por 4,5 metros de diâmetro foi aberto na pista na altura do quilômetro 21, após a descida da Serra do Mar.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

DIA DO ROTARIANO É LEI NO PARANÁ

O Dia do Rotariano Paranaense será comemorado, anualmente, no Estado do Paraná, no dia 27 de abril. A Lei número 17009 - de autoria do deputado estadual Rasca Rodrigues (PV) e que inclui o Dia do Rotariano no Calendário Oficial de Eventos do Estado - foi sancionada pelo governador Beto Richa, publicada no Diário Oficial nº. 8609 de 14 de Dezembro de 2011, e já está em vigor. 

Segundo Rasca, a ideia da lembrança é reconhecer o trabalho de cerca de sete mil rotarianos paranaenses e a contribuição do Rotary Club para promoção da paz, da ética e da boa vontade. 

“Além disso, o Rotary Club presta serviços voluntários em favor da sociedade, auxiliando pessoas necessitadas, entidades e divulgando causas e campanhas que contribuam para as cidades e suas populações. Merece o nosso reconhecimento”, destacou Rasca. 

Para ele ter uma data especial para comemorar o dia dos rotarianos incentivará cada vez mais adesões, em uma corrente de amizade e solidariedade. 

ROTARY CLUB 

Em 27 de abril de 1933 era inaugurado o Rotary Club de Curitiba, primeiro no Estado do Paraná. Nesta época, eram poucos os Clubes no Brasil, que iam sendo criados nos centros mais populosos por iniciativa do Rotary Internacional. 

Hoje, no Brasil, o Rotary Club congrega cerca de 52.148 rotarianos, empenhados em cumprir o lema “dar de si antes de pensar em si”, engajados em diversos projetos sociais e ambientais em todo o país.

Veja a íntegra da lei:

Publicado no Diário Oficial nº. 8609 de 14 de Dezembro de 2011 

Súmula: Insere no Calendário Oficial de Eventos do Estado do Paraná o “Dia do Rotariano Paranaense”.

A Assembleia Legislativa do Estado do Paraná decretou e eu sanciono a seguinte lei:

Art. 1º. Fica inserido no Calendário Oficial de Eventos do Estado do Paraná o “Dia do Rotariano Paranaense”, a ser comemorado, anualmente, no dia 27 de abril.

Art. 2º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

PALÁCIO DO GOVERNO EM CURITIBA, em 14 de dezembro de 2011.

Carlos Alberto Richa
Governador do Estado
Paulino Viapiana
Secretário de Estado da Cultura
Durval Amaral
Chefe da Casa Civil
Rasca Rodrigues
Deputado Estadual

TEMPERATURA EM CURITIBA

Curitiba já foi conhecida como uma capital fria, enquanto Salvador - BA, é notoriamente uma cidade quente. Será que é assim mesmo?
Veja a previsão desta semana, comparando-se ambas as cidades:

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

CUIDADO COM A PRIVACIDADE NO FACEBOOK

O Facebook admitiu que guarda fotos excluídas pelos usuários da rede social, embora esteja trabalhando para apagar os arquivos armazenados em seus servidores. De acordo com o site Ars Technica, o Facebook afirmou na última sexta-feira (3) que os servidores mais antigos ainda guardam fotos publicadas há cerca de três anos. Apenas as fotos excluídas instantes após a publicação não ficam nos servidores após a ação.

O fato de o Facebook armazenar informações depois que elas já foram apagadas já rendeu problemas à empresa. No final do ano passado, um estudante venceu o Facebook um processo sobre privacidade, após receber uma cópia com mais de 1.200 páginas de dados. Ele notou que informações que ele havia deletado anteriormente também estavam anexadas e moveu um processo contra o site.

Um porta-voz da rede social disse ao Ars Technica que o Facebook já está trabalhando para remover os backups da rede social. De acordo com o porta-voz, as fotos serão realmente apagadas dos servidores após 45 dias da sua exclusão da rede social, mas a nova política ainda não tem data para começar a valer.

MACONHA NÃO RESPEITA LEI DA OFERTA E DA PROCURA

Preço da maconha no Rio contraria economia e não sobe

A ocupação das favelas da Rocinha e do Vidigal pela polícia, em novembro de 2011, não afetou o preço da maconha comprada no “asfalto” da zona sul. Era dessas duas comunidades que vinha a maior parte da droga comprada por consumidores de classe média da área nobre do Rio.

Rocinha e Vidigal, até então dominadas pelo tráfico, remanesciam até novembro como as duas únicas comunidades sob controle do crime desde o início do programa das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). O Vidigal recebeu uma UPP este mês; a da Rocinha está prevista para março.

Curiosamente, porém, o mercado parece ignorar e contrariar uma dos mais conhecidos conceitos da economia, a lei da oferta e da procura. Com menos oferta disponível e de fácil acesso e a mesma demanda, seria natural imaginar que o preço da droga dispararia. Não foi o que ocorreu, como o iG apurou, com usuários frequentes, policiais e especialistas no tema.

“Não teve diferença, nenhuma alteração de preço. Não houve aumento nem impacto da ocupação da Rocinha”, afirmou um consumidor habitual de maconha, que pediu para não ser identificado.
O “peso” de 25 gramas de erva prensada, medida padrão da venda de maconha, sai, em média, por R$ 150 - em alguns lugares, varia de R$ 100, R$ 130 a até R$ 200, dependendo da qualidade. Também é vendida a droga em tabletes de 50 gramas.

Diferentemente do morro, onde a maconha é vendida em quantidades pequenas para consumo imediato – em sacos plásticos a R$ 1, R$ 2, R$ 5, R$ 10 e R$ 15 –, na “pista” os compradores optam por adquirir quantidades maiores, que garantem mais tempo de consumo e diminuem as ocasiões e riscos de uma “dura” da polícia.

“Delivery” de droga é prioridade da Polícia Civil

O comércio ilegal no “asfalto” tem diversas modalidades, mas a predominante é a do “delivery”, em que o comprador encomenda a droga ao vendedor por telefone e é combinado o ponto de encontro para a entrega. Pontos de aglomeração de gente, como o Baixo Gávea e a Lapa, por exemplo, também muitas vezes funcionam para aqueles que não tem o contato de traficantes “delivery”.

Para a delegada da Polícia Civil Valéria de Aragão Sádio, que assumiu recentemente a chefia da DCOD (Delegacia de Combate às Drogas), esse tipo de tráfico “é uma prioridade”. “É muito importante (combater). Com as UPPs, o tráfico tende a ir para o asfalto. Vamos precisar atuar mais na área de inteligência. Vou bater em cima disso e de drogas sintéticas”, disse Valéria, que conta com uma equipe de 58 policiais.

Na opinião de um usuário entrevistado, se a polícia de fato priorizar o vendedor do “asfalto”, isso se refletirá em um aumento no preço. Ele contou ter um amigo que continua a comprar a droga diretamente na Rocinha, mesmo dois meses após a ocupação. “Ainda há o tráfico local, obviamente discreto. O preço é um terço do que se paga na rua. Quem não conhecia antes (da ocupação) talvez não encontre a droga lá, mas quem já era antigo comprador já tem os caminhos, não perde o fio da meada.”

A maior parte dos fornecedores da “pista” compra a droga em favelas, de acordo com um experiente investigador que atuou em inúmeras operações de repressão a traficantes do “asfalto”.

Esses criminosos são, em geral, homens de classe média, entre 20 e 40 anos, moram sozinhos e tem carro ou moto, usados para o transporte do seu produto ilegal. Em sua tese de mestrado na UFRJ, “Fazendo o doze na pista: um estudo do mercado ilegal de drogas na classe média”, a pesquisadora Carolina Grillo conta que esses vendedores atuam desarmados e baseados em suas relações pessoais.

Frequentemente começam na atividade ilegal porque tem “contexto” – contato – com um traficante e veem a oportunidade de lucrar com o intermédio para conhecidos.

Sem o controle territorial de favela e a proteção das armas, porém, esses traficantes são mais vulneráveis às investidas policiais. “Se grampear o telefone dele, está ‘morto’. Tem de dar essa sorte. Tem cara que envereda por isso e entrega ‘bagulho’ o dia inteiro”, contou o inspetor. Segundo ele, muitas vezes quem delata o telefone do comerciante é o pai de algum cliente, inconformado com o vício do filho.

Maconha do asfalto é de melhor qualidade

Na opinião de um policial civil, as UPPs dificultaram o negócio da droga nas favelas, uma vez que a presença da PM nas comunidades obriga os traficantes a agir de forma muito mais discreta, para evitar o flagrante.

Antes, os criminosos não se preocupavam em se esconder e circulavam livremente com armas e drogas. As “bocas de fumo” ficavam em lugares visíveis e de fácil acesso, como espécie de lojas, justamente para atrair os consumidores eventuais.

Como a Secretaria de Segurança admite, as UPPs não acabaram com a venda de drogas, mas eliminaram o tráfico ostensivamente armado.

Evidentemente, porém, as apreensões de drogas na Rocinha – ao menos 138kg de maconha, 196kg de cocaína, e 60kg de pasta base – e de armas – 176, sendo 73 fuzis – e a presença ostensiva e permanente da PM nessas áreas desencoraja criminosos a agir, reduzindo assim substancialmente a droga nos morros.

Para Carolina Grillo, o consumidor de varejo nas favelas, em quantidade menor, não é o mesmo dos traficantes de classe média.

Em sua opinião, “os clientes dissuadidos de ir à favela (pela presença de UPPs) tenderiam a recrutar mais ‘aviões’ para subir até a boca por eles, como mototáxis, guardadores de carro, prostitutas, ou migrar para os chamados ‘esticas’ de boca de fumo, em bares do asfalto, e pontos mais ou menos identificáveis que funcionam na ‘pista’”.







DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA COMEÇA EM 1º DE MARÇO

A Receita Federal divulgou nesta segunda-feira as regras para a declaração do Imposto de Renda 2012 no Diário Oficial da União.

O contribuinte deverá entregar o documento entre 1º de março e 30 de abril pela internet ou em disquete nas agências do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal. A partir deste ano, os formulários de papel não serão mais usados.

A pessoa física que teve rendimentos tributáveis com valor superior a R$ 23.499,15 durante o ano de 2011 está obrigado a apresentar a declaração. Aqueles que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil, também devem prestar contas ao Fisco.

Também é obrigatória a entrega para quem obteve, em qualquer mês de 2011, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas.

Quem tiver a posse ou a propriedade, em 31 de dezembro de 2011, de bens ou direitos, de valor total superior a R$ 300 mil, também deve declarar IR neste ano.

Quem perder o prazo de entrega estará sujeito a uma multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido. O saldo do imposto poderá ser pago em até 8 quotas mensais com valor mínimo de R$ 50. A primeira parcela ou parcela única vence no dia 30 de abril.

Caso a pessoa física queira corrigir alguma informação em sua declaração, deve fazer a retificação pela internet, por meio do programa Receitanet ou pelo aplicativo "Retificação online", disponível no site da Receita Federal, em disquete, nas agências do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal localizadas no País, caso pretenda fazer as correções até 30 de abril. 

Se quiser retificar sua declaração após esta data limite, a pessoa física deve entregar a correção em mídia removível nas unidades da Receita.

Bens dispensados de declaração

Saldos de contas correntes bancárias e demais aplicações financeiras, cujo valor unitário não exceda a R$ 140,00 em 31 de dezembro de 2011 e bens móveis, exceto veículos automotores, embarcações e aeronaves, bem como os direitos, cujo valor unitário de aquisição seja inferior a R$ 5.000 não precisam ser relacionados entre os bens e direitos adquiridos ou alienados no ano passado.

Entram na mesma regra o conjunto de ações e quotas de uma mesma empresa, negociadas ou não em bolsa de valores, bem como ouro, ativo financeiro, cujo valor de constituição ou de aquisição seja inferior a R$ 1.000 e também dívidas e ônus reais cujo valor seja igual ou inferior a R$ 5.000.

SUCESSO NO LEILÃO DE AEROPORTOS

Privatização de aeroportos rende R$ 24,5 bilhões ao governo

É batido o martelo para a venda dos aeroportos
O governo federal arrecadou R$ 24,535 bilhões no leilão de privatização dos aeroportos de Guarulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF) nesta segunda-feira, o que representou ágio de 347,9% sobre os valores mínimos estipulados. O maior lance foi dado pelo consórcio Invepar ACSA, que levou o aeroporto de Guarulhos por R$ 16,213 bilhões, ágio de 373%. 

O aeroporto de Viracopos será administrado pelos próximos 30 anos pelo Consórcio Aeroportos Brasil, parceria entre os grupos Triunfo Participações, UTC Participações e a operadora de aeroportos Egis. 

O grupo aceitou pagar R$ 3,821 bilhões pelo aeroporto da cidade de Campinas, distante 100 km de São Paulo, ágio de 159%. 

O consórcio InfraAmérica, composto pelas empresas Infrazix Participações e Corporación América, ficou com o Aeroporto de Brasília. O grupo vai desembolsar R$ 4,51 bilhões para administrar o aeroporto pelos próximos 30 anos. O terminal da capital federal registrou o maior ágio do leilão: 673%.

Ficaram de fora da disputa grandes empresas como Odebrecht, Queiroz Galvão e Ecorodovias. Ao todo 11 consórcios participaram da disputa.

COMO FOI O PREGÃO

A sistemática do leilão foi complexa. Os consórcios poderiam apresentar propostas para os três leilões, que acontecem simultaneamente, mas só poderiam vencer um. De início, valeram as propostas entregues na última quinta-feira, dia 2, que atingiram ao menos 90% do valor da maior proposta. Em seguida, foi aberta uma rodada de ofertas viva voz. Nessa fase, só o aeroporto de Brasília recebeu novas propostas. 

A primeira proposta aberta foi para o aeroporto de Campinas. O consórcio Aeroportos Brasil ofereceu R$ 3,82 bilhões, mais que o dobro da proposta inicial. A segunda foi do consórcio Operadora Brasileira de Aeroportos, entregue pela Votorantim Corretora, no valor de R$ 12 bilhões, pelo aeroporto de Guarulhos. A terceira proposta foi apresentada também para Guarulhos, pela corretora Bradesco, representando a Advent Assur, no valor de R$ 8,53 bilhões.

A proposta do consórcio Invepar por Guarulhos arrancou dos presente um sonoro óooo. Foi de R$ 16,213 bilhões, superando com folga os R$ 12 bilhões do consórcio rival mais próximo.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

OS CAMINHOS DA CORRUPÇÃO

Desvios de dinheiro na Copel podem ser esclarecidos com investigações da PF no Rio de Janeiro
Rogério Figueiredo Vieira, apontado pela Policia Federal como o servidor do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro que movimentou R$ 283 milhões em 2002 e que está sendo investigado por lavagem de dinheiro, já esteve preso em Curitiba em 2004, durante as investigações de desvio de recursos da Copel.

Ex relator da subcomissão dos créditos tributários da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou as denúncias de irregularidades na Copel, o deputado estadual Tadeu Veneri (PT), esteve no Rio de Janeiro em 2003 para tomar o depoimento de Rogério Figueiredo, através de carta precatória. Conforme o relatório da CPI, dos R$16,8 milhões que teriam sido desviados da Copel, R$ 10,7 milhões foram repassados ao proprietário da Embracon - Empresa Brasileira de Consultoria -que distribuiu o montante para 36 pessoas físicas e jurídicas indicadas por Rogério Figueiredo.

A CPI investigou duas operações. Uma delas foi a compra de créditos de ICMS da empresa declarada falida Olvepar, no valor de R$ 39,6 milhões. A outra foi o contrato, sem licitação, firmado com a Adifea (Associação dos Diplomados das Faculdades de Economia e Administração da Universidade de São Paulo). O desvio consistiu, de acordo com as investigações, no pagamento de R$ 16,8 milhões feito pela Copel, em setembro de 2002, à Adifea por uma suposta consultoria. A CPI concluiu que o trabalho atribuído à Adifea já tinha sido realizado por técnicos da Copel.

Figueiredo foi preso na mesma operação em que também foram detidos o ex-secretário da Fazenda e ex-presidente da Copel Ingo Hübert, o ex-secretário de governo José Cid Campêlo Filho e dois ex-diretores da Copel, César Antônio Bordin e Sérgio Luiz Mollinari. Todos foram liberados em menos de vinte e quatro horas e o caso continua na esfera judicial. Para Veneri, as investigações atuais podem ajudar a esclarecer as irregularidades na Copel, denunciadas pela CPI, realizada em 2003.