quarta-feira, 12 de junho de 2013

BOLSA FAMÍLIA E REPARAÇÃO SOCIAL

“Bolsa Família inicia reparação social histórica”, diz socióloga que lançou obra sobre o programa.

livro sobre o programa Bolsa Família
Dos rincões miseráveis do Brasil emergiram as vozes de mais de uma centena de mulheres que foram ouvidas por uma pesquisadora paulista preocupada em compreender os impactos do programa Bolsa Família na vida dos 5,4 milhões de beneficiários. Ainda alvo de críticas por vários setores, o programa de transferência de renda é considerado pela socióloga Walquíria Leão Rego como um começo de reparação social do Estado brasileiro para com os mais pobres. “Estas pessoas saíram da miséria absoluta, os índices de mortalidade infantil ficaram mais baixos e isto tem impacto fundamental para um país que se diz minimamente democrático. Conviver com a miséria como o Brasil conviveu por tantos séculos, mesmo depois do fim do regime militar, deveria ser um processo que mexe com todos os brasileiros”, disse.

Professora do programa de pós-graduação em Sociologia da Unicamp, Walquíria Leão Rego fez a pesquisa por conta própria, sem apoio financeiro da Unicamp ou do Governo Federal. Financiou as viagens do próprio bolso, agendando as excursões em seus períodos de férias. A seu lado, em parte da pesquisa, esteve o filósofo italiano Alessandro Pinzani, que leciona na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “A qualidade de vida destas pessoas melhorou e elas não estão mais adoecendo. Esta afirmação é algo constatada não só em minha pesquisa, que não é quantitativa, mas pelo Ipea [Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada], IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], ONU [Organização das Nações Unidas], Pnud [Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento], todos constatam a mesma coisa”, afirma.

Concebida com a finalidade de averiguar se, como e em que medida a nova renda e sua regularidade afetam a vida cotidiana das famílias e, em particular, das mulheres, a pesquisa completa estará disponível no livro Vozes do Bolsa Família, a ser lançado pela Editora Unesp (Universidade Estadual Paulista) no dia 11 de junho. “A remuneração proporciona uma liberdade pessoal. Esta é uma das importantes funções do benefício ser em dinheiro. É diferente se fosse uma cesta básica, onde já é determinado o que a pessoa irá fazer com o recurso e o que ela irá comer”, explica a socióloga.

Na visão da professora, os ataques ao programa federal criado pelo governo Lula são feitas por setores específicos da sociedade e com base em conceitos preconceituosos. Ela não acredita em uso político de seu livro. “Este recente episódio do boato que o programa iria acabar e que levou centenas de pessoas aos bancos em poucas horas mostra bem para os críticos o tamanho da necessidade do Bolsa Família. Por isso, acho pouco provável que alguém queira brincar com isso”, analisa.

Fonte: blog do Valter do PT

SANTO ANTÔNIO DA PLATINA VAI RECOLHER LIXO VEGETAL

Nos próximos 30 dias Santo Antônio da Platina deve inaugurar no município a coleta de lixo vegetal. Por meio de uma emenda parlamentar do deputado federal André Vargas (PT-PR) de R$ 380 mil, a prefeitura vai adquirir um conjunto coletor de lixo, composto por trator e reboque, balança mecânica, elevador de carga, esteira elétrica e transpalete.
Deputado André Vargas - PR/PR,
autor da emenda que garantiu o equipamento

Com a aquisição dos equipamentos, que ficaram sobre a responsabilidade de aquisição das empresas vencedoras da licitação (Econom Comércio de Máquinas e Equipamentos Ltda e Antomad Máquinas Agrícolas Ltda), Santo Antônio da Platina passa a ser uma das poucas cidades do país a contar com a coleta de lixo vegetal gratuita, que consiste no recolhimento de galhos, troncos, folhas resultantes de limpeza de jardins e quintal.

O deputado e vice-presidente André Vargas comenta sobre o benefício que a coleta pode gerar para o município. "Poucas cidades tem esse serviço, que na verdade é muito importante para população, pois evita que lixos como galhos e matos sejam levados pelas chuvas e venham a entupir bueiros, causando alagamentos e enchentes".

Normalmente a coleta desse tipo de material vem causando muito desentendimento entre população e administração, pois empresa terceirizada que faz coleta de lixo não faz coleta dos resíduos, já que isto não consta no contrato. “Com a aquisição dos equipamentos, a população terá atendimento qualificado e vai melhorar limpeza das ruas da cidade”, destaca Vargas.

No total o custo do conjunto é de 438.690.00, cabendo a prefeitura entrar com a contrapartida de R$ 58.690,00.

terça-feira, 11 de junho de 2013

BOLSA FAMÍLIA E O ÓDIO DE CLASSE

Fátima Oliveira, escreveu em O TEMPO, e eu republico neste espaço, por ser um a importante contribuição à discussão democrática.

Médica – fatimaoliveira@ig.com.br @oliveirafatima_

Eu não tinha a dimensão do ódio de classe contra o Bolsa Família. Supunha que era apenas uma birra de conservadores contra o PT e quem criticava o Bolsa Família o fazia por rancor de classe a Lula, ou algo do gênero, jamais por ser contra pobre matar a sua fome com dinheiro público.
É o maior e mais importante projeto antipobreza do mundo

Idiota ingenuidade a minha! A questão não é de autoria, mas de destinatário! Os críticos esquecem que a fome não é um problema pessoal de quem passa fome, mas um problema político. E Lula assumiu que o Brasil tem o dever de cuidar de sua gente quando ela não dá conta e enquanto não dá conta por si mesma. E Dilma honra o compromisso.

Estou exausta de tanto ouvir que não há mais empregada doméstica, babá, “meninas pra criar”, braços para a lavoura e as lidas das fazendas que não são agronegócios… E que a culpa é do Bolsa Família!

Conheço muita gente que está vendendo casas de campo, médias e pequenas propriedades rurais porque simplesmente não encontra “trabalhadores braçais” nem para capinar um pátio, quanto mais para manter a postos “um moleque de mandados”, como era o costume até há pouco tempo! E o fenômeno é creditado exclusivamente ao Bolsa Família.

Esquecem a penetração massiva do capitalismo no campo que emprega, ainda que pagando uma “merreca”, com garantias trabalhistas, em serviços menos duros do que ficar 24 horas por dia à disposição dos “mandados” da casa-grande, que raramente “assina carteira”. Eis a verdade!

Esquecem que a população rural no Brasil hoje é escassa. Dados do IBGE de setembro de 2012: a população residente rural é 15% da população total do país: 195,24 milhões.

Não há muitos braços disponíveis no campo, muito menos sobrando e clamando por um prato de comida, gente disposta a alugar sua força de trabalho por qualquer tostão, num regime de quase escravidão, além do que há outras ocupações com salários e condições trabalhistas mais atraentes do que capinar, “trabalhar de aluguel”, que em geral nem dá para comprar o “dicumê”. Dados de 2009 já informavam que 44,7% dos moradores na zona rural auferiam renda de atividades não agrícolas!

Basta juntar três pessoas de classe média que as críticas negativas ao Bolsa Família brotam como cogumelos. Após a boataria de 18 de maio, que o Bolsa Família seria extinto, esse assunto se tornou obrigatório. Fazem questão de ignorar que ele é o maior e mais importante programa antipobreza do mundo e foi copiado por 40 países – é uma “transferência condicional de renda” que objetiva combater a pobreza existente e quebrar o seu ciclo.

Atualmente, ajuda 50 milhões de brasileiros: mais de 1/4 do povo! E investe apenas 0,8% do PIB! Sem tal dinheiro, mais de 1/4 da população brasileira ainda estaria passando fome!

Mas há gente sem repertório humanitário, como as que escreveram dois tuítes que recebi: “Nunca vi tanta gente nutrida nas filas dos caixas eletrônicos para receber o Bolsa Família, até parecia fila para fazer cirurgia bariátrica”; e “Eu também nunca havia visto tanta gente rechonchuda reunida para sugar a bolsa-voto!”.

Como disse a minha personagem dona Lô: “Coisa de gente má que nunca soube o que é comer pastel de imaginação; quem pensa assim integra as hostes da campanha Cansei de Sustentar Vagabundo, que circulou nas eleições presidenciais de 2010”. São evidências de que há gente que não se importa e até gosta de viver num mundo em que, como escreveu Josué de Castro, em Geografia da Fome (1984): “Metade da humanidade não come e a outra não dorme com medo da que não come…”.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

ESTUPRADOR É ENTERRADO VIVO NA BOLÍVIA


Um jovem acusado de estuprar e matar uma mulher foi enterrado vivo na Bolívia por uma multidão em fúria, informou nesta quinta-feira a promotoria local.

"O suposto agressor, Santos Ramos Colque, de 18 anos, foi enterrado vivo em uma fossa, com as mãos amarradas e a barriga para baixo, com o caixão da vítima sendo colocado por cima. Depois cobriram tudo com terra", relatou o promotor Gilberto Cruz à rádio Erbol.

O incidente ocorreu no domingo passado, no povoado de Colquechaca, 400 km ao sul de La Paz, revelou Cruz.

De acordo com investigações preliminares, o jovem foi acusado pelos camponeses pelo estupro e morte de uma mulher de 35 anos. "Bateram muito e depois o enterraram, ainda vivo", disse o promotor.

O pequeno contingente policial de Colquechaca não pôde conter a turba "de cerca de 100 pessoas", explicou o promotor.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

PROMULGADA A CRIAÇÃO DO TRF DO PARANÁ

Emenda também cria tribunais em Amazonas, Bahia e Minas Gerais. Sessão de promulgação foi presidida por André Vargas (PT-PR), que substitui interinamente Renan Calheiros (PMDB-AL) à frente do Congresso

O Congresso Nacional promulgou, na manhã desta quinta-feira (6), a Emenda Constitucional que cria mais quatro unidades de Tribunal Regional Federal (TRF) no País, sendo uma no Paraná. A emenda também cria tribunais em Amazonas, Bahia e Minas Gerais. A partir de agora, o texto, que era uma proposta, passa a integrar a Constituição Federal.

O prazo para a implantação dos tribunais é de seis meses. O primeiro passo para a instalação dos estabelecimentos é a regulamentação dos TRFs, que deve ser feita por meio de aprovação de uma Lei no Congresso. Esse procedimento deve prever detalhes como o número de funcionários, previsão de gastos e como funcionará a implantação desses tribunais. O Projeto de Lei precisa ser elaborado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ainda tem trâmites internos antes de ser apresentado para a apreciação dos deputados e senadores.

O país, que tinha cinco regiões da Justiça Federal de segunda instância, passa, a partir de agora, a ter nove TRFs (veja no mapa abaixo). O Paraná será a sede a 6ª região, que abrange ainda os estados de Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. A 7ª região será em Minas Gerais e integra apenas este estado. A 8ª terá sede na Bahia e abrange ainda o Sergipe. Da 9ª região, com sede no Amazonas, fazem parte também Roraima, Acre e Rondônia.

Os estados que sediarão os novos TRFs vão se desmembrar dos cinco tribunais já existentes, sediados atualmente em Brasília, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.

Da apresentação da Proposta de Emenda Constitucional até a aprovação se passaram 10 anos. A mobilização pelo novo tribunal, no entanto, ocorre há 20 anos. Durante essas últimas duas décadas, a Gazeta do Povo, assim como entidades representativas da Justiça no Paraná, apoiou a causa. Entre as instituições que defenderam o novo TRF no estado estão a Ordem dos Advogados do Paraná (OAB-PR) e a Associação Paranaense dos Juízes Federais (Apajufe). Também integraram a mobilização a Associação Comercial do Paraná (ACP) e parlamentares que representam o estado.

Em entrevista à Agência Estadual de Notícias nesta quinta-feira, o governador Beto Richa (PSDB) disse que a promulgação da Emenda encerra um ciclo de lutas que uniu a sociedade paranaense. “É uma vitória de todos e resultado de um trabalho incansável da nossa sociedade”, comentou.

Sessão de promulgação

A sessão de promulgação, que contou com a presença de deputados federais e senadores, foi convocada e presidida pelo primeiro vice-presidente da Câmara e do Congresso, o deputado federal André Vargas (PT-PR). O paranaense substitui interinamente o presidente do Senado e do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), que viajou nesta quarta-feira (5) para Portugal.

Coube ao segundo-secretário da Câmara dos Deputados, Simão Sessim (PP-RJ), fazer a leitura da nova emenda constitucional. Já André Vargas, dizendo que estava homenageando o povo brasileiro, quem mais precisa dos tribunais, anunciou ter assinado a proposta com uma caneta "BIC". Pelo Senado, subscreveu o texto o segundo vice-presidente da Casa, Romero Jucá (PMDB-RR).

A sessão de promulgação em si durou cerca de 10 minutos. Contando todas as atividades envolvendo a oficialização da criação dos novos TRFs, o evento durou das 9h30 às 10h30, e contou, após a assinatura, com a realização de discursos dos parlamentares dos estados beneficiados pela medida. Nenhuma das falas, acompanhadas por diversas autoridades paranaenses presentes na promulgação, foi contrária à criação dos tribunais.

Em seu discurso, André Vargas citou um estudo feito pelo conselheiro do CNJ e juiz do trabalho José Luiz Munhoz. "O conselheiro informa que anualmente são distribuídos cerca de 3.929 processos por desembargador. No TRT são 1.234 processos, sendo que nos Tribunais de Justiça esse número chega a 1.127. Fazendo uma comparação, esse mesmo estudo mostra que no Canadá, por exemplo, um desembargador julga em média entre 150 até 350 processos por ano. Analisando essa demanda, nosso conselheiro afirma ser esse o principal quadro de justificação da criação de novos tribunais", disse.

"O Paraná merece um tribunal. Aquela região é maior do que alguns países. E nós
achamos que esse é o início da correção de uma distorção federativa", afirmou, durante a sessão, o deputado Amauri Teixeira (PT-BA), de um dos estados que ganharam uma sede do TRF.

"Esta Emenda atende diretamente ao interesse do povo brasileiro, porque muitos cidadãos, especialmente nas causas de natureza previdenciária, aparecem sem ter recebido o que era de direito. O meu pai faleceu sem ter reconhecido seu direito pelo Estado. Não conseguiu por força do congestionamento que existe na Justiça Federal e eu como magistrado nada puder fazer, infelizmente. Por isso, hoje é um dia histórico e um dia de agradecimento", emocionou-se o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Nino Toldo.

Entre as autoridades do Paraná presentes este o presidente da Ordem dos Advogados do Paraná (OAB-PR), Juliano Breda. Além dele, a secretária de Justiça do Paraná, Maria Tereza Uille Gomes, esteve na promulgação. Antônio César Bochenek, presidente da Associação Paranaense dos Juízes Federais (Apajufe) também acompanhou a solenidade.

Demora na promulgação

Renan evitou promulgar a PEC por dois meses. Segundo o peemedebista, haveria um problema formal na tramitação do texto, decorrente de uma mudança feita pela Câmara após a aprovação pelo Senado.

Outro fator apontado como decisivo na demora do trâmite é o fato de a medida contrariar o posicionamento do presidente do STF, Joaquim Barbosa, e de outros ministros contrários à proposição. Entre os argumentos contrários usados por Barbosa estão o aumento de gastos públicos com a criação dos novos tribunais. Cinco dias após a aprovação da proposta pela Câmara, ele fez críticas em tom de ironia à PEC.

COPEL PASSA A OFERECER BANDA LARGA DE INTERNET

Empresa já atua em Curitiba e Irati, e pretende oferecer serviços em Ponta Grossa e Foz ainda neste ano. Até o fim de 2014, o plano é chegar a 25 municípios

A Copel Telecom, braço de telecomunicação da estatal paranaense de energia elétrica, está entrando no mercado de internet residencial. A empresa sempre operou no atacado, vendendo a capacidade de sua rede para outros provedores ou diretamente para médias e grandes empresas. O plano agora é ser uma opção de banda larga para todos os paranaenses. A empresa considera inclusive pacotes “triple play” no futuro, com oferta de internet, telefone e TV a cabo.


O serviço de internet residencial, chamado Bel Fiber, já é oferecido em Curitiba e Irati, na região Centro-Sul, com pacotes de banda larga de 20 Mbps (megabits por segundo) a 100 Mbps. Os preços variam de R$ 109 a R$ 349. Em Ponta Grossa e Foz do Iguaçu, o serviço começa ainda neste ano. Até o fim de 2014, o plano é chegar a 25 municípios.

“Conseguiremos chegar a cidades que não têm internet a cabo, isso é parte importante do plano”, afirma o superintendente de telecomunicações da Copel, Antonio Carlos Pereira de Melo. “Hoje o preço nosso em Curitiba é mais barato que a internet ADSL, de menor qualidade, no interior do estado. Com a massificação do produto, esperamos que os preços caiam ainda mais”, afirma.

A estatal finalizou recentemente a implementação de uma rede de fibra óptica interligando todos os 399 municípios do Paraná. Em dezembro passado, o município de Ventania, nos Campos Gerais, foi o último a se integrar à rede. O estado é o primeiro do país a ter uma infraestrutura digital interligada.

Com a capilaridade da rede e a qualidade da fibra óptica, a empresa se coloca numa boa posição para crescer nesse mercado. A expansão só não será mais rápida porque a Copel precisa fazer o cabeamento óptico dentro das cidades. A estatal trabalha com a tecnologia Fiber To The Home (FTTH), em que a fibra óptica chega diretamente ao computador do cliente. Outras empresas de tele oferecem a solução FTTH apenas quando o consumidor contrata um plano de 100 Mbps ou maior.

Além de menos suscetível a problemas de clima, a fibra permite a expansão de planos e pacotes com maior velocidade sem a necessidade de grandes investimentos. A rede também tem capacidade para trafegar uma grande quantidade de conteúdo. As teles, por exemplo, criaram soluções híbridas de tevê para aproveitar a fibra. A GVT adotou o modelo IPTV, em que o sinal da tevê chega via satélite, mas a parte de interatividade e filmes sob demanda vem pelo cabo de internet.

De acordo com o superintendente de telecomunicações da Copel, Antonio Carlos Pereira de Melo, a empresa não descarta entrar no mercado de tevê a cabo no futuro, sozinha ou em parceria. Atualmente, a estatal tem uma parceria com a Sercomtel, empresa da qual é acionista, para oferecer serviço de telefone aos clientes. Nos planos combinados, o preço da internet sai R$ 20 mais barato para quem também contrata o serviço de telefonia.

Infraestrutura - Na capital, falta de tubulação adequada é o principal problema

Em Curitiba, a Copel vem enfrentando um problema comum para as teles que chegaram mais tarde ao mercado: a dificuldade de encontrar prédios com tubulação adequada para o recebimento da fibra. Muitos prédios têm tubulação com capacidade para receber apenas um serviço de tevê ou banda larga – os tubos são muito finos para ter uma segunda ou terceira opção. Com isso, os moradores têm de entrar em acordo sobre a empresa que vão contratar para o serviço.

O problema é quase nulo no interior, onde o número de prédios é bem menor. Em Irati, a primeira pequena cidade em que a Copel começou a oferecer a banda larga, o interesse dos clientes residenciais surpreendeu a estatal. “Não fizemos nenhum plano de marketing. A única coisa foi uma entrevista para uma rádio local. A procura foi grande”, afirma Antonio Carlos Pereira de Melo, superintendente de telecomunicações da empresa. Segundo ele, a adesão de clientes residenciais supera a de pequenas e médias empresas. A operação começou em dezembro e a Copel ainda não informa dados sobre o número de usuários.

Governo quer usar rede para políticas de desenvolvimento

O governo do estado pretende utilizar a rede de fibra óptica para melhorar a comunicação entre os municípios e o Palácio Iguaçu e transferir para a internet serviços para o cidadão. Para fomentar novas ideias que usem a rede, a Copel se uniu com a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e lançou o programa BEL-i9. Um dos objetivos do programa é incentivar empreendedores a lançar aplicações que ajudem no desenvolvimento do e reduzam os custos das empresas. A Copel espera começar neste ano a seleção de projetos que serão incumbados. Parte da verba do projeto, R$ 15 milhões, veio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério de Ciência e Tecnologia, e outra parte, de valor não divulgado, está sendo pleiteada com a Fundação Araucária.

Crescimento deve baratear serviço, diz executivo

A Copel está entrando na briga com Oi, GVT e Net – atualmente as três operadoras de banda larga a cabo no estado. A Oi está presente em quase todo o Paraná, em 397 municípios (a empresa herdou a infraestrutura da antiga Telepar), mas não tem rede de fibra óptica. A GVT está em 32 cidades e a Net, líder de banda larga no país, em apenas oito municípios, segundo informação de seu site.

CUIDADO COM AS BLITZES DA LEI SECA

Curitiba terá três blitze diárias da Lei Seca e todos os bairros vão ser fiscalizados, diz BPtran

A campanha "Lei Seca – Vai Pegar” terá início em Curitiba no dia 14 de junho, com ações educativas em bares e de fiscalização nas ruas da cidade. Os detalhes finais das ações que serão realizadas – datas, locais e efetivos – foram decididos nesta terça-feira (4), em reunião organizada pelo Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) com participação de representantes da Prefeitura de Curitiba e do Instituto Paz no Trânsito, parceiros na campanha. 

Segundo o tenente-coronel Valterlei de Mattos, do BPTran, haverá diariamente três blitze de fiscalização da Lei Seca em Curitiba, que vão atingir todos os bairros da cidade. “A Lei Seca tem que pegar. Já sentimos os reflexos da lei em Curitiba, o pessoal tem diminuído o consumo de bebida alcoólica. Com esta campanha, queremos ter outro marco histórico em Curitiba, como aconteceu como a obrigatoriedade do uso do capacete, do cinto de segurança, e da cadeirinha para crianças nos carros”, afirmou, lembrando que a campanha deverá ser permanente.

A partir do dia 17 de junho, serão realizadas simulações de acidentes de trânsito em algumas regiões da capital, seguidas de ações educativas com distribuição de folhetos e orientação de representantes dos órgãos envolvidos na campanha sobre o abuso do álcool no trânsito. No dia 23 de julho, começam as ações educativas nos parques. As orientações nos bares acontecerão sempre nas quintas, sextas e sábados.

“O foco da campanha será principalmente educar e prevenir. Não estamos contra aquele cidadão que gosta de beber, não queremos impedir que ele tenha seu entretenimento. O que não queremos é a associação da bebida com a direção de veículos. Em função da própria lei federal que já existe e deve ser cumprida, não podemos mais admitir que a pessoa beba e vá dirigir depois”, confirmou o secretário de Relações com a Comunidade, Caíque Ferrante, que participou do encontro ao lado de representantes da Secretaria Municipal de Trânsito (Setran) e da Guarda Municipal.

Para Christiane Yared, presidente do Instituto Paz no Trânsito, as blitze e ações educativas serão importantíssimas para a mudança de comportamento do curitibano no trânsito. “Nossa posição é a favor da educação. Queremos que as pessoas tenham o direito de ir e vir e cheguem bem em casa. Temos de orientar sobre os perigos do álcool no trânsito, para que toda a sociedade tome consciência da situação. Cada um tem que fazer seu papel”, afirmou.

QUEM QUER MORAR EM MARTE?

Mais de 3 mil brasileiros já se inscreveram para colonizar Marte

Brasil é o sexto país em número de inscritos do projeto Mars One. Após diversas fases de seleção, serão 24 escolhidos para viagem ao planeta

O Brasil é o sexto país com maior número de inscritos para o projeto Mars One, que pretende colonizar Marte a partir da próxima década. As condições extremas da viagem, só de ida, não dirimiram as convicções de mais de 3 mil brasileiros que enviaram sua aplicação para o programa até o início de maio. No primeiro mês de inscrições online, o site contabilizou aproximadamente 80 mil inscritos.

Na página do programa, encontram-se alguns perfis e vídeos de candidatos. Mas nem todos: "Muitas inscrições ainda aguardam moderação. Algumas pessoas também precisam completar seu perfil ou escolheram não compartilhar sua aplicação publicamente", explica Aashima Dogra, gerente de conteúdo do Mars One.

O estudante de publicidade e propaganda 
Bruno Freire, 22 anos, diz que alguns o 
chamaram de louco por participar do projeto
Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação
Um dos brasileiros que decidiu compartilhar suas informações é o paulista Bruno Freire, 22 anos, estudante de publicidade e propaganda. "Assim que fiquei sabendo do projeto, me interessei pela proposta", conta. "Desde criança, sempre fui fascinado pelo assunto. Não apenas de pensar que um dia poderia ir a Marte, mas sempre estive inteirado em relação às coisas sobre o universo".

Freire integra um grupo de 3.018 brasileiros que se propõe a abandonar a Terra e principiar a colonização de Marte em 2023. Ao todo, após diversas fases de seleção, serão 24 escolhidos. Se a empreitada der certo, eles terão seu nome registrado na história espacial. "Caso não haja tecnologia ainda, eu espero. Para quem já esperou 10 anos, um pouco mais não seria nada", diz Freire.

O problema não é chegar a Marte, mas sobreviver por lá. As condições não são animadoras. A gravidade, 40% da experimentada na Terra, é apenas um dos fatores. O ar é mais rarefeito, a temperatura pode chegar a -135°C, e tempestades de poeira são comuns. Pelo menos, segundo dados da sonda Curiosity, os índices de radiação não impediriam a exploração humana no planeta. "A nossa única garantia é de que será o mais seguro possível", reconhece Bas Lansdorp, fundador do Mars One.

O projeto garante, entretanto, que todas as tecnologias necessárias para manter seres humanos em Marte são viáveis. Só que elas são caras: para bancar os custos, estimados em US$ 6 bilhões, o Mars One planeja um reality show.

Na verdade, ele já começou. Na inscrição, os candidatos são incentivados a compartilhar seu perfil no projeto, como ocorre no Big Brother, por exemplo. Depois, será a hora de documentar as fases seguintes do processo seletivo e todo o treinamento, que levará 10 anos e envolverá pessoas de culturas completamente diferentes. A projeção dos organizadores, baseada na audiência dos Jogos Olímpicos de 2012, é de que um reality show dessa dimensão vai gerar os dividendos necessários para a viagem.

As inscrições pela internet seguirão até agosto. Quem se interessar pela ideia pode se cadastrar pelo site mars-one.com, pagar uma taxa de US$ 17 (cerca de R$ 34, aproximadamente) e enviar um vídeo explicando por que deveria ser selecionado pelo programa. Como o treinamento será extenso, o candidato não precisa de conhecimentos específicos e nem grande domínio de inglês - apenas idade superior a 18 anos, estabilidade emocional, adaptabilidade a situações adversas e vontade de aprender. O primeiro pouso em Marte está previsto para 2023, com transmissão ao vivo, em alta definição, para todo o planeta - Terra.

TOP 7 - INSCRITOS ATÉ 3 DE MAIO
Estados Unidos: 17.324
China: 10.241
Grã-Bretanha: 3.581
Rússia: 3.236
México: 3.176
Brasil: 3.018
Canadá: 2.767

JUIZ ISRAELENSE DIZ QUE "ALGUMAS MENINAS GOSTAM DE SER ESTUPRADAS"

Um juiz causou polêmica em Israel ao afirmar, durante a audiência de um caso de estupro de uma menor, atualmente com 19 anos, que "algumas meninas gostam de ser estupradas", informou nesta quarta-feira a imprensa israelense. Nissim Yeshaya, embora esteja aposentado, continua atuando em alguns casos de apelação institucionais no Distrito de Tel Aviv, segundo o site Ynet.

Em meio a uma audiência ontem da Comissão de Apelação da Previdência Social, na qual a vítima não estava presente, o magistrado surpreendeu os participantes com o comentário, que gerou protestos. A presidente da comissão parlamentar para o Status da Mulher, Aliza Laví, pediu à ministra da Justiça, Tzipi Livni, que interdite imediatamente Yeshaya.

A jovem, hoje maior de idade, tinha 13 anos quando foi violentada por quatro palestinos. Sua advogada, Aloni Sadovnik, descreveu a declaração do juiz à rádio do exército israelense: "No meio de um debate acalorado, o juiz diz de repente alto e para todos os presentes ouvirem, 'Há algumas meninas que gostam de ser estupradas".

"A sala ficou em silêncio", acrescentou a advogada, detalhando que "inclusive os (outros dois) membros do tribunal (de apelações) ficaram calados por vários minutos. Ele nem sequer percebeu o que acabava de dizer. Não entendia por que todo mundo estava em silêncio ao mesmo tempo". A advogada da vítima detalhou que os outros dois juízes administrativos tentaram de acalmar os ânimos e minimizar o prejuízo das declarações de seu companheiro.

Comentários "mal interpretados"

Yeshaya, que se desculpou hoje, afirmou sobre o escândalo que "não é sério". "Estão tentando conseguir publicidade as minha custas. Eu não acho que a vítima de um estupro não sofre danos com ele ou que o estupro não é um crime grave. (Meus comentários) foram mal interpretados", alegou.

A Administração de Tribunais disse que o juiz não tinha intenção de ofender a vítima de estupro e que lamentava os comentários. A ministra de Cultura e Esporte , Limor Livnat, considerou "assustadoras e escandalosas", as declarações e também intercedeu para que o juiz passe para aposentadoria definitiva.

"As vítimas de estupro sofrem severos traumas psicológicos. É difícil imaginar o dano causado por esse comentário, que poderia dissuadir outras vítimas de abusos sexuais (de denunciar os crimes)", criticou.

O juiz era o candidato preferido do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, a presidir o Tribunal interno do partido Likud, mas hoje o governante retirou seu apoio porque "uma pessoa que se expressa assim não merece o cargo".

quarta-feira, 5 de junho de 2013

CHOCOLATE EM FORMATO DE ÂNUS

Chocolate moldado a partir de ânus de modelo causa polêmica

Companhia afirma que produto pode 'dissolver tabus culturais'.
'Edible Anus' também oferece versão do produto feita em prata.

Empresa afirma que chocolate é moldado a partir de
ânus de modelo (Foto: Reprodução/Edible Anus)
Uma doceria britânica está causando polêmica ao oferecer um tipo de chocolate que é moldado a partir do ânus de uma modelo, e vendido em caixas com até 10 unidades, além de uma peça especial feita em prata.

Chama “Edible Anus” (ou “ânus comestível”, em tradução livre), fornece o produto que pode ser entregue em qualquer lugar do mundo, “feito e moldado a partir da delicada parte de nossa modelo de bumbum”.

De acordo com a empresa, o chocolate “pode dissolver tabus culturais de gênero, classe e orientação sexual, e espalhar a alegria de ensinar ao mundo a amar o ânus”.

Feito de “ingredientes naturais” e chocolate belga (55% de chocolate amargo, 34% de chocolate ao leite e 28% de chocolate branco), o maior pacote está listado no site por R$ 170, incluindo o frete. Para quem quer guardar uma peça de lembrança, há uma opção de comprar o modelo feito em prata por R$ 855, além do frete expresso.

Para quem deseja apenas uma referência ao produto, a companhia oferece também camisetas e canecas, que ostentam a palavra "ânus" escrita.

Um usuário identificado como "PBnJaime" comprou algumas caixas do produto e publicou um vídeo no YouTube, mostrando o interior das caixas. De acordo com ele, a experiência de comer o chocolate foi "suculenta"