terça-feira, 19 de novembro de 2013

A VERGONHOSA LEI LUCIANO HUCK!


Vocês imaginam a possibilidade de Michele Obama advogar? Pois, era uma grande advogada, antes de seu marido ser eleito. Agora fica em casa, pois tem ética e pudor. Aqui no Brasil, isso falta e MUITO.

Luciano Huck, apresentador da Rede Globo
Luciano Huck contrata escritório da mulher de Cabral e ganha de presente decreto do governador que libera sua casa em Angra.

Mais um caso escandaloso envolve o governador Sérgio Cabral e sua mulher Adriana Ancelmo. É mais uma situação em que um cliente do escritório de sua mulher é beneficiado pelo governador Sérgio Cabral.
Desta vez envolve o apresentador da TV GLOBO, Luciano Huck. O artista tem uma mansão em Angra dos Reis, que foi construída de forma irregular e por isso responde processo movido pela Prefeitura do município.
Luciano Huck contratou o escritório de advocacia da mulher de Sérgio Cabral e, coincidentemente (?), o governador assinou um decreto que liberou as construções em Angra dos Reis e na Ilha Grande.

O decreto de Cabral é uma aberração tão grande, que ambientalistas o apelidaram de Lei Luciano Huck, porque beneficiou o apresentador.
Hoje, o jornal Estado de S.Paulo publica a denúncia gravíssima (vejam abaixo). Mais uma denúncia que envolve negócios particulares da mulher de Sérgio Cabral com decisões tomadas pelo governador, que beneficiaram os clientes da esposa. Os jornais do Rio continuam ignorando o assunto.

O Ministério Público, estranhamente diante de tantas evidências, denúncias e fatos comprovados, até agora não se manifestou. Os deputados vão pedir uma CPI para apurar a situação do Metrô que é cliente da mulher de Cabral e teve sua concessão prorrogada por mais 20 anos pelo governador.

E isso é só a ponta do iceberg!

Pois, aguarde que a situação é inusitada.

AGORA, COMEÇA-SE A ENTENDER PORQUE O ESCRITÓRIO DE ADRIANA ANCELMO CRESCEU TANTO, DESDE QUE O SEU MARIDO SÉRGIO CABRAL ASSUMIU O GOVERNO. QUEM PRECISA DE CONTRATOS, DE DECRETOS, DE AUTORIZAÇÕES DO GOVERNADOR ENCONTROU O MELHOR CAMINHO, CONTRATAR O ESCRITÓRIO DE SUA MULHER.


Amigos, repassem. E a nossa única arma. Temos que mudar nosso país. Como um país tão rico pode ser tão desigual?

Desigual é pouco, o melhor seria dizer: CORRUPTO.

Está cada vez mais difícil acreditar nas pessoas que se ‘metem’ na política e na gestão das coisas públicas deste país !

AS ORIGENS DO BANCO HSBC


De Londres a Hong Kong, as belas fachadas dos grandes centros de negócios com frequência escondem a violência de suas origens. Esse é o caso do banco HSBC, cujas raízes mergulham em guerras coloniais e comerciais conduzidas pelo Império Britânico na Ásia

No outono europeu de 2009, quatro letras ? H, S, B e C ? lideravam as principais manchetes dos jornais quando um antigo funcionário desse célebre banco enviou ao fisco francês uma lista de clientes suspeitos de fraude. A mesma sigla aparece de novo em 2011, dessa vez no contexto da demissão anunciada de cerca de 30 mil pessoas. Mas o que está por trás dessas letras? Geralmente, elas são precedidas da expressão “banco britânico”, mas, na verdade, trata-se da abreviação de Hong Kong & Shanghai Banking Corporation. A trajetória dessa empresa de compradores[comerciantes] na China, com sede londrina com vista para o Rio Tâmisa, começa com uma história de ópio.

No início do século XIX, nasceu em Londres, capital do Império Colonial Britânico, a Companhia Peninsular e Oriental de Navegação a Vapor (P&O ? Peninsular and Oriental Steam Navigation Company).1 Seu primeiro navio de carga a vela e a vapor, o San Juan, saiu das docas de Londres em 1° de setembro de 1837 para encalhar em águas rasas. Outros navios da companhia afundaram, entre os quais o Carnatic, cujos destroços foram encontrados nos recifes de Abou Nawas [no Mar Vermelho].

Mas a companhia sobreviveria à má sorte. Em 1839, a P&O assinou os contratos para o transporte do correio para Alexandria (Egito), via Gibraltar e Malta. Depois de se fundir com a Companhia Transatlântica de Navios a Vapor (Transatlantic Steamship Company), ela criou, em 1844, aquilo que se pode chamar de os primeiros cruzeiros de luxo no Mediterrâneo. Dez anos mais tarde, a P&O ligaria seu destino ao da Companhia de Navegação a Vapor das Índias Britânicas (BI ? British India Steam Navigation Company), cujos navios transportavam o correio entre Calcutá (Índia) e Rangun (Birmânia). Seu proprietário, James Mackay, um administrador colonial escocês, iria se tornar presidente da P&O, a qual, por fim, absorveria a BI.

O próprio Mackay mantinha relações estreitas com Sheng Xuanhai, ministro dos Transportes da China na dinastia Qing (Manchu), a última a reinar, até a abolição do governo imperial em janeiro de 1912. Favorável à introdução da tecnologia ocidental apesar das tensões político-militares, Sheng se tornou defensor dessa causa especialmente em Xangai – onde fundou a Universidade Jiao Tong, orientada para a mecânica, engenharia e equipamentos militares –, depois em Hong Kong. Desempenhando um papel importante, ele promoveu a cidade como a mais tecnológica da China. Em 1902, Sheng e Mackay fecharam, em nome da China e do Reino Unido, um acordo conhecido como Tratado Mackay, que versava sobre a proteção de marcas e patentes.

Foi nesse contexto que outro escocês, Thomas Sutherland, entrou para a P&O. Ele fez carreira na empresa, colaborou para a construção das docas em Hong Kong e se tornou o superintendente da P&O, mas também o primeiro presidente da Hong Kong e Whampoa Dock, em 1863. Nessa época, 70% do frete marítimo estava relacionado com o ópio vindo das Índias, vendido aos chineses por negociantes britânicos e outros, para desespero das autoridades chinesas, que tentavam, em vão, fazer oposição a esse comércio.

Sutherland entendeu a mensagem: a configuração era ideal para o desenvolvimento de um banco comercial. Com outros, ele fundou em 1865 o Hong Kong & Shanghai Banking Corporation, o famoso HSBC. No conselho de administração, presidido por Francis Chomley, estava igualmente a sociedade comercial Dent & Co., cujo nome vem de seu criador, Thomas Dent. Em 1839, o alto funcionário chinês Lin Zexu, reconhecido por sua competência e rigidez moral, havia lançado contra ele um mandato de prisão com o objetivo de forçá-lo a abandonar seus armazéns de ópio, que violavam a proibição decretada pelas autoridades chinesas. Esse foi um dos elementos que provocaram a Primeira Guerra do Ópio, encerrada em agosto de 1842 pelo primeiro “tratado desigual”, o de Nanquim.

No fim da Segunda Guerra do Ópio (1856-1860), as potências britânica e francesa imporiam a criação de concessões territoriais sob administração estrangeira, a abertura de vários portos chineses ao comércio estrangeiro e a legalização do comércio de ópio. O conflito terminaria cinco anos antes de Sutherland criar o HSBC. O banco escolheu bem o nome: alguns desses caracteres significam, em chinês, “reunir”, “colheita” e “riqueza”.

De fato, o HSBC reuniu suas primeiras riquezas graças à colheita do ópio das Índias, depois do Yunnan [província do Sudoeste da China]. Desde 1920, filiais se instalaram em Bangcoc e Manila. Depois de 1949, o banco concentrou suas atividades em Hong Kong e, entre 1980 e 1997, instalou-se nos Estados Unidos e na Europa. Só mudou sua sede social de Hong Kong para Londres em 1993, antes da devolução do território à República Popular da China, anunciada em 1997.

Em 1999, as ações do HSBC Holdings foram cotadas em terceiro lugar na Bolsa de Nova York. O grupo adquiriu a Republic New York Corporation (atualmente integrada à HSBC USA Inc.), assim como a empresa irmã Safra Republic Holdings SA (hoje HSBC Republic Holdings SA, em Luxemburgo). Em 2007, o grupo registrou um resultado recorde, descontado o pagamento de impostos, de US$ 24 bilhões, dos quais 60% vêm de mercados emergentes da Ásia, do Oriente Médio e da América Latina. Pela primeira vez, os lucros acumulados na China atingiram US$ 1 bilhão naquele mesmo ano ? tanto quanto na França. Segundo resultados publicados em 1º de agosto de 2011, os lucros comerciais bancários do HSBC apresentaram um crescimento de 31%, e seu faturamento bruto se elevou a US$ 11,5 bilhões.

Desde o fim de 2010, é o escocês Douglas Flint quem manda nos destinos do HSBC Holdings. E, desde março de 2011, Laura May Lung Cha é a presidente adjunta, não executiva, do HSBC. Uma ascensão tão notável que a fez delegada de Hong Kong no 11° Congresso da República Popular da China...

Via Fórum anti-nom e Diplomatique

BRASILEIROS FURTADOS EM MIAMI

A cada 3 dias, um turista brasileiro é furtado em Miami ou Orlando, nos EUA
Violência foi o argumento usado pelo governo dos EUA para desviar o turismo de compras de Ciudad del Este no Paraguai para Miami e cidades norte-americanas. A campanha deu certo, graças à mídia comercial, mas hoje em dia é justamente a violência que está afastando os turistas estrangeiros dos EUA. Além dos riscos de atentados terroristas, os turistas enfrentam o aumento no número de roubos e assaltos.
O boom de brasileiros cheios de sacolas e dinheiro no bolso nos Estados Unidos fez surgir um efeito colateral. A cada três dias, um turista brasileiro é furtado em Miami ou Orlando - os principais destinos de passeio e compras da Flórida. Os dados são do Consulado-Geral do Brasil em Miami, que alerta que os números “representam apenas um subconjunto do universo total de ocorrências”.
A quantidade de furtos e roubos pode ser muito maior - geralmente, o consulado só é notificado quando os ladrões levam também algum documento das vítimas. Caso contrário, só a polícia local é acionada e dificilmente consegue recuperar as mercadorias levadas.
Com hábitos de compra peculiares - e abundantes -, os brasileiros viraram alvo fácil. Saem das lojas carregados de sacolas de grife com roupas, brinquedos e eletrônicos. A maioria dos furtos acontece dentro dos outlets, em lojas de departamento, estacionamentos de shopping e até nos hotéis.
Apenas de janeiro a abril deste ano, o consulado registrou 44 ocorrências de furto em Miami e Orlando - 35% do total que chegou ao conhecimento das autoridades em 2011. Metade dos brasileiros (49,7%) que vão para os Estados Unidos tem a Flórida como destino, segundo a organização de viagens U.S Travel.

‘Saidinha da Apple’

Há cerca de um mês, um casal de São Paulo teve todas as compras furtadas no estacionamento do Florida Mall. “Compramos computador, iPad, iPhone. Deixamos tudo na mala do carro e fomos a uma loja de brinquedos. Não passaram 15 minutos e fomos avisados de que o vidro do carro havia sido arrombado”, conta a médica Sandra Marins, de 45 anos. “Só sobrou o computador porque a caixa era grande.”
Com dois amigos e cinco crianças, Sandra havia alugado uma van com vidro fumê. O cuidado não adiantou - ela acredita ter sido seguida da loja até o estacionamento. “Sabe a saidinha de banco? No nosso caso, foi saidinha da Apple.”
Na loja. Em outros casos, os turistas relatam furtos dentro dos shoppings. A bancária Virgínia Caetano, de 46 anos, estava com o filho e os sobrinhos em uma loja de roupas em Orlando - “daquelas escuras e com som altíssimo” -, quando sentiu algo mexer nas suas costas. O bolso da mochila havia sido aberto.
“Levaram a carteira com minha habilitação, US$ 200 e cartões de crédito “, conta. “Reclamei com a loja e não deram a mínima. Uma brasileira que trabalhava no quiosque da frente falou que acontece todo dia.” Virginia bloqueou os cartões rapidamente, mas os ladrões gastaram U$ 3,5 mil dólares nos cartões de crédito em outras lojas do mesmo shopping. “Pode ter gente do comércio e policiais envolvidos”.
Outro risco é o roubo de passaporte. No comércio clandestino um passaporte de brasileiro é vendido por até 1 mil dólares. O documento terá a fotografia trocada e poderá ser usado por terroristas, traficantes ou criminosos internacionais, podendo trazer muitos problemas - e despesas com advogados estrangeiros - ao proprietário

domingo, 17 de novembro de 2013

MÉDICOS CUBANOS, POR DIONISIO OLICSHEVIS



Muito se falou a respeito dos médicos cubanos que vieram trabalhar no Brasil, a convite do Governo Federal, pelo programa Mais Médicos, que levam profissionais da medicina para os mais longínquos rincões de nosso país, onde os profissionais brasileiros não se interessam em ir.
Mas uma das opiniões mais interessantes e isentas, a respeito do tema foi dada pelo meu amigo Dionísio Olicshevis, a quem tive a honra de ter como conselheiro, na época em que fui presidente do Rotary Club de Curitiba Rebouças. 
Por isso, a publico na íntegra, mesmo com um pouco de atraso, devido a um problema técnico de meu computador, que foi infestado por vírus e por tal motivo não pude publicar antes.
Dionísio Olicshevis


Olá meus caros amigos e caras amigas da internet: 
Vou pensar de forma contrária em relação aos médicos cubanos...

Ficamos todos pensando que a chegada dos discípulos de Fidel vai conseguir "curar" e "socializar" (amplamente) nossa população. Nenhuma coisa nem outra...

Há no ar, uma certa preocupação consistente no fato dos médicos cubanos virem com ideias e ideais socialistas e pior, terem a possibilidade de inocular conceitos, princípios, diria, não democráticos, não libertários... Socializantes...

Permitam-se pensar diferente.

Sim.

O nosso povo quer mais saúde...

Menos filas nas portas e ruas das entradas dos hospitais.

Menos pessoas sendo atendidas nos corredores.

Menos pessoas morrendo sem atendimento por falta de estrutura e instalações, leitos, e também médicos.

O povo não quer e não vai se alimentar de ideias socialistas, aliás nem sabem direito o que é isso. Tampouco sabem o que é melhor, se socialismo, capitalismo, democracia, ditadura, entre outras formas de governo e dominação do povo.

Vamos pensar junto: Quando falta dinheiro (comida) o amor sai pela janela. Quando falta saúde, nada mais resta ao ser humano senão esperar a morte.

Entendo perfeitamente bem a reação contrária de grande parte da população, e especialmente da classe médica.

Tem comentários interessantes e consistentes.

Ocorre que, se falta estrutura física e profissionais, vamos pelo menos resolver uma parte do problema. Mais médicos...

Ou vamos continuar precisando suprir as duas necessidades básicas?

Ai vem a pergunta: Porquê não estimular "nossos" médicos!

Simples. Eles não existem, pois desde que existe vestibular é, nesse curso, que a concorrência é muito mais acirrada.

Onde está o problema: Durante anos deixamos de investir na saúde e na Medicina, e especialmente na formação de professores de Medicina. Quase em todas as profissões, e na médica isso é evidente, não existem, ou são raros os professores com dedicação exclusiva em Universidades, pesquisas de novas tecnologias. Tudo que existe de novo vem do exterior...

Aliás, médicos que tentam avançar com tratamentos revolucionários no Brasil são processados pelo CRM - Conselho Regional de Medicina.

Aliás, mais me parece que o CRM e outros Conselhos Profissionais mais de preocupam em manter a situação como está, num corporativismo negativista às profissões que defendem, que tentarem melhorar as pesquisas e estimular, por exemplo, nossa evolução intelectual em determinadas áreas do conhecimento.

Deveríamos, pelo menos, ajudar um médico brasileiro e ser indicado ao Prêmio Nobel, seja da Medicina ou outra profissão!

Simples, como disse, não há médicos, porque a população ao invés de sair às ruas para pedir mais professores de Medicina, vai às ruas para tentar derrubar dos cargos os corruptos...

A maior corrupção dos políticos é manter a população sem atendimento, especialmente o médico. Profissão das mais nobres, que cuida do maior bem do ser humano: A vida! 

Os médicos formados, mesmo recentemente, não se sujeitam ao trabalho em cidades sem poder aquisitivo da população, ou onde os médicos são remunerados de forma ridícula pelo Poder Público.

Isso sim é corrupção. O povo precisa sair às ruas para pedir remuneração justa para aqueles que cuidam do seu maior bem: A vida! Os médicos, dos quais muitos trabalham porque são são idealistas, exercem a Medicina como um sacerdócio!

Se aumentarmos nossa lente visual vamos ver que os orçamentos públicos federais (só o Governo Federal tem verbas gordas), são peças de negócios entre nossos deputados e senadores, que votam mais recursos aos seus redutos que sejam capazes de se reeleger! 

Dai a decisão é muito mais voltada a conseguir recursos para "obras" visuais - que para os serviços médicos.

Ou seja: O principal e mais importante bem, a saúde, aquele que deveria receber maiores cuidados, fica em segundo plano... Terceiro plano...

Evidentemente que muitas doenças decorrem da falta de saneamento, mais água tratada, menos esgoto a céu aberto... Obras públicas nesse sentido também são necessárias... Mas haja corrupção nessa área...

Olhando para nós mesmos, para dentro, evidentemente que a própria população deveria desenvolver hábitos mais saudáveis. Isso também é educação. Nossa cultura é nada saber, saber mal, ou querer saber além das nossas possibilidades mentais.

A população nem sabe porque fica doente, e que poderia ter evitado uma doença, se tivesse adotado hábitos tais como: Não fumar, só por exemplo... Escovar os dentes regularmente...

Falta-nos desenvolver cuidados muitos simples para melhorar nossa saúde, ou então vamos precisar de muito mais médicos.

Mas ai é outra história.

Vamos dar sequência à conversa dizendo o seguinte:

Vamos antes de tudo procurar nos tranquilizar em relação ao medo que existe da nossa população ser contaminada com ideias socialistas!

Vamos pensar que a população precisa muito de mais médicos e não conseguiu formar esses profissionais em número suficiente nos últimos 100 anos.

Vamos pensar que precisamos melhor remunerar os nossos médicos.

Vamos pensar em estimular a formação de mais médicos em Universidades Brasileiras.

Vamos estimular as pesquisas até conseguirmos pelo menos ter um brasileiro sendo indicado para Nobel da Medicina.

Vamos pensar que o brasileiro é pluralista, e aqui é o País da diversidade, sem igual... E assim pensando vamos compreender que não vai fazer mais mal ter um brasileiro socialista (nem sabem bem o que é isso...), que ter um brasileiro morrendo por falta de atenção médica...

Basta pensar num familiar seu, como foi meu caso, que tive um parente morrendo nas filas e corredores de hospitais...

Vamos pensar que elegemos uma presidente, e antes dela também, que tem ideias socialistas e agora temos que aguentar a queda de braço.

Sou otimista, porque a "direita", aliás nem sei se existe de verdade, ficou anos no poder (desde que nos tornamos uma República) e não conseguiu inocular no povo seus ideais, penso aqueles que estão do poder atualmente também não vão conseguir tamanho feito...

Aliás, nossa população nesse quesito é melhor que qualquer outra: NÃO SE DEIXA LEVAR POR NENHUMA COR OU PROPOSTA POLÍTICA. SEJA POR DESISTERESSE, SEJA POR DESCONHECIMENTO, SEJA PORQUE SABE QUE NESTE PAÍS JÁ TIVEMOS TANTAS PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS QUE OS OUVIDOS JÁ NÃO MAIS TEM AUDIÇÃO PARA ESCOLHER POLÍTICOS. ATÉ PORQUE TODOS, OU A MAIORIA MACIÇA, DÁ MOSTRAS DIÁRIAS DE QUE OS INTERESSES PESSOAIS SEMPRE FICAM MUITO ACIMA DOS INTERESSES COLETIVOS. TEMOS RARAS EXCEÇÕES... 

Nosso povo quer manter o Carnaval, futebol, e tantas outras manifestações voltadas à alegria, que se envolver com a política e qualquer das suas cores...

Até chego a pensar que somos capazes de ficar felizes mesmo doentes, mas assistindo uma partida de futebol, que saudáveis se nos for impedido ou dificultado ir ao campo de jogo da bola.

Nosso povo vai continuar votando "nas conversas", nos mais simpáticos, nos mais bonitos, nos mais abastados, e neste último quesito tem gente pobre mas rica, e com dinheiro suficiente para sustentar campanhas de altos custos... De várias origens, algumas fruto da corrupção, é claro... Mas tendo patrocinadores de campanhas que corrompem o possível futuro político, antes mesmo de ser eleito... Aliás tem patrocinadores que sabem muito bem como fazer para permanecer "no comando". Simplesmente patrocinam todos os partidos e os candidatos mais bem cotados para vencer as eleições, e dai conseguem com facilidade obter as benesses de realizar as obras públicas que sustentam essas eleições... Fácil, fácil.

Com todas essas mazelas, vamos ficar preocupados com médicos cubanos?

Sai dessa amigo, amiga!

Deixa que eles venham ajudar a melhorar e a cuidar a saúde do nosso povo.

E quero anotar que nem de longe estou de acordo com o caos que está virando nosso País nas mãos dos atuais detentores do poder...

Estão conseguindo, em parte, corromper até o Poder Judiciário maior, o Supremo Tribunal Federal. É mole ou quer mais... Ainda bem que tem ministros independentes, que ainda são a maioria. Mas pode mudar esse quórum e placar...

Finalmente não nos esqueçamos: A MEDICINA DE CUBA É RECONHECIDA PELA SUA QUALIDADE.

Não se trata de uma medicina melhor nem pior da brasileira. Longe de comparações. Trata-se de uma boa medicina a cubana.

Vamos então pensar diferente.

Vamos localizar melhor onde está a corrupção.

Se nos desvios de recursos públicos; ou se na corrupção dos programas e projetos que os políticos não apresentam e quando apresentam não cumprem, e quando cumprem só um pouquinho se reelegem facilmente.

Vamos acordar! Acorda Brasil!

Dionísio Olicshevis - Pensamento próprio.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A PRIMEIRA DEPILAÇÃO NINGUÉM ESQUECE

"Tenta sim. Vai ficar lindo."

O texto abaixo foi retirado da internet. É dedicado às mulheres, mas os homens também devem ler, para saberem o drama da depilação feminina

Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. 

Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.

- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.

- Vai depilar o quê?

- Virilha.

- Normal ou cavada?

Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.

- Cavada mesmo.

- Amanhã, às... Deixa eu ver...13h?

- Ok. Marcado.

Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui.

Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona.

Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado.

Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. 

Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.

- Querida, pode deitar.

Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca.

Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas.

Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era

O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.

- Quer bem cavada?

- é... é, isso.

Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.

- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.

- Ah, sim, claro.

Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).

- Pode abrir as pernas.

- Assim?

- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.

- Arreganhada, né?

Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.

Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar.

Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.

Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.

- Tudo ótimo. E você?

Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes. O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope.

Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer.

Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas. 

- Quer que tire dos lábios?

- Não, eu quero só virilha, bigode não.

- Não, querida, os lábios dela aqui ó.

Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.

- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.

Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.

- Olha, tá ficando linda essa depilação.

- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.

Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. "Me leva daqui, Deus, me teletransporta".

Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.

- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?

- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.

Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la.

Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.

- Vamos ficar de lado agora?

- Hein?

- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.

Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.

- Segura sua bunda aqui?

- Hein?

- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.

Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava De cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:

- Tudo bem, Pê?

- Sim... sonhei de novo com o cú de uma cliente.

Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cús por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera.

Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo.
Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.

- Vira agora do outro lado.

Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.

- Penélope, empresta um chumaço de algodão?

Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem?
Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.

- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.

- Máquina de quê?!

- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.

- Dói?

- Dói nada.

- Tá, passa essa merda...

- Baixa a calcinha, por favor.

Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.

- Prontinha. Posso passar um talco?

- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.

- Tá linda! Pode namorar muito agora.

Namorar...namorar. .. eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais.

Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso.

Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

ROTARY REBOUÇAS NO OUTUBRO ROSA

Em outubro de 2013, os RCC Rebouças esteve presente em vários eventos com o objetivo de divulgar e apoiar a campanha Outubro Rosa. No dia 09 de outubro na Unidade de Saúde Vila São Paulo, Uberaba, Curitiba/PR. 

A companheira Presidente Gisele Mendes Dias, RCC Rebouças, participou de uma conversa com as mulheres presentes do Bairro, esclarecendo sobre o Câncer de Mama: autoexame, prevenção, diagnóstico, cuidados, e até um momento de prática através de "seios cobaia".

Houve também, através da U.S. Vila São Paulo, oferta de diversos exames para as mulheres que compareceram. RCC Cruzeiro do Sul serviu lanche e aproveitamos para divulgar sobre a saúde da Mulher, juntamente com os servidores da Unidade de Saúde Vila São Paulo.

"Obrigado aos companheiros do RCC Cruzeiro do Sul e filhos, e aos intercambistas Stan e May", diz a presidente do RCC Rebouças, Gisele Mendes Dias

Dia 03 de outubro também em conjunto com o Cruzeiro do Sul estivemos na Paróquia Menino Deus, Hauer com uma palestra nos mesmos moldes, tivemos a participação da companheira Kelly e a intercambista Charlotte . 

e por fim, a palestra administrada em conjunto com RCC Fraterna com a Presidente Luciana Olicshevis, que serviu um café da manhã maravilhoso, foi no fim de semana do dia 19/10 na Unidade de Saúde Alvorada - Uberaba.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

CLEITON CAMARGO OBSTRUIU A LIBERDADE DE IMPRENSA

Do jornal FOLHA DE SÃO PAULO, em 26/08/2013 - 20h14min.

Justiça proíbe jornal de noticiar apuração sobre juiz no Paraná

A Justiça do Paraná proibiu o jornal "Gazeta do Povo", o maior em circulação no Estado, de publicar reportagens sobre investigações abertas contra o presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Clayton Camargo.
Des. Clayton Camargo

O pedido foi feito no fim de julho pelo próprio magistrado, que assumiu a presidência do TJ em fevereiro. Camargo é alvo de investigações sigilosas no CNJ (Conselho Nacional de Justiça), sob suspeita de tráfico de influência e venda de sentenças, que foram noticiadas pelo jornal.

O desembargador teve o pedido negado em primeira instância, mas conseguiu reverter a decisão com um recurso ao próprio TJ.

A decisão é da semana passada e determina que o jornal "se abstenha de publicar matérias jornalísticas que atinjam a honra, a boa fama e a respeitabilidade do autor".

A medida também ordena que o veículo exclua de seu site todos os textos publicados sobre o caso, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

No processo, Camargo afirmou que foi alvo de uma "campanha detratora" que atingiu sua honra, e que as notícias "vieram impregnadas pelo ranço odioso da mais torpe mentira".

Na época da veiculação das denúncias na "Gazeta do Povo", Camargo, procurado pelo jornal, disse que não falava com jornalistas. "Vá fazer perguntas para tua mãe. Eu não tenho que dar satisfação alguma. Eu não falo com jornal, principalmente com esse teu jornal", disse.

Segundo a defesa do desembargador, a liberdade de expressão prevista na Constituição "não é absoluta e não pode ocluir [obstruir] os direitos da personalidade".

O juiz substituto Benjamin Acácio de Moura e Costa acatou a argumentação da defesa e afirmou que o presidente do TJ foi alvo de "artilharia pesada". Com a decisão, ele cassou uma liminar anterior, que entendeu que, por ocupar cargo público, o presidente está sujeito à atuação mais incisiva da mídia.

Para organizações de imprensa, a decisão representa censura. "Mais do que atingir o jornal, é uma afronta ao direito dos cidadãos de serem livremente informados", disse Ricardo Pedreira, diretor-executivo da ANJ (Associação Nacional de Jornais).

Em nota, a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) também classificou o caso como um "novo episódio de censura judicial".

"A censura foi banida no Brasil pela Constituição de 1988. É especialmente preocupante que seja o Judiciário a fazer uso desse expediente e privar a sociedade do direito à informação", diz o texto.

O corregedor nacional de Justiça, Francisco Falcão (que conduz as investigações contra Camargo), condenou a decisão. "É lamentável que se busque o Judiciário para tentar calar a voz independente da imprensa", disse. O CNJ vai monitorar o processo.

A "Gazeta do Povo" informou que não iria se manifestar, já que a ação corre em segredo de Justiça. No decorrer do processo, porém, o veículo disse que a decisão é de "censura prévia", pois que os fatos noticiados são de interesse público.

Procurado, Camargo não se manifestou sobre o tema até a publicação desta matéria.

INVESTIGAÇÃO DO CNJ

O plenário do Conselho Nacional de Justiça decidiu, nesta terça-feira (8/10), afastar do cargo o ex-presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, desembargador Clayton Camargo. Os conselheiros também aprovaram, de forma unânime, a abertura de Processo Administrativo Disciplinar contra Camargo, para investigar a denúncia de que ele teria renda incompatível com sua função. O desembargador está afastado do cargo até que o plenário mude sua decisão ou até que o mérito do PAD seja analisado.

Relator do caso, o ministro Francisco Falcão, corregedor nacional de Justiça, afirmou que os indícios constam do Inquérito 792/DF do Ministério Público Federal, de relatório de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e de uma análise da Receita Federal. A Receita tomou como base as declarações de Imposto de Renda do ex-presidente do TJ-PR entre 2006 e 2009. Segundo Falcão, os indícios apontam para negócios jurídicos simulados com o objetivo de fraudar o Fisco e para lavagem de dinheiro, condutas distintas do que é esperado de um magistrado, concluiu ele.

O MPF aponta que as transações suspeitas ocorreram entre 2005 e 2011, incluindo a compra de um imóvel em bairro nobre de Curitiba por valor abaixo do mercado em 2005. O apartamento, que valeria R$ 1,6 milhão, foi pago com R$ 600 mil em espécie, segundo o documento do Ministério Público. Em 2006, afirma o MPF, ele vendeu um imóvel por R$ 300 mil e, cinco anos depois, recomprou o mesmo bem, pelo mesmo valor, de um escritório de advocacia.

Também em 2006, o ex-presidente do TJ-PR vendeu por R$ 150 mil um carro que comprou por R$ 102 mil, de acordo com a investigação. Em 2008, informa o MPF, ele recebeu em espécie, sem declarar à Receita Federal, R$ 100 mil de “luvas” por parte de um inquilino. Tramitam no CNJ outros três processos contra Clayton Camargo, por denúncias de tráfico de influência e venda de sentenças. Para Francisco Falcão, ainda que não tenha sido provada fraude ou conduta criminosa, a injustificada evolução patrimonial do magistrado justifica que as investigações sejam aprofundadas.

Aposentadoria

O pedido de aposentadoria voluntária do desembargador Clayton Camargo permanece suspenso. O requerimento foi apresentado em 20 de setembro, oito dias depois do CNJ intimar o então presidente do TJ-PR a apresentar defesa prévia diante da Reclamação Disciplinar 0004547-59.2013.2.00.0000. A suspensão do pedido foi mantida pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Toffoli argumentou que a decisão de Falcão tem justificativa, pois as acusações a respeito do desembargador são graves. Permitir o afastamento, escreveu Toffoli, traria o “iminente risco de perecimento do direito”, já que a aposentadoria poderia atrapalhar o “normal seguimento das investigações”.

O ministro afirmou ainda que a suspensão da aposentadoria se deu durante um processo do qual o desembargador já tinha conhecimento e já havia apresentado defesa prévia - e cuja abertura ou não ainda depende de decisão do Pleno do CNJ. “Em arremate, convém que se diga que os fatos narrados nesta impetração são extremamente graves e que o impetrante, ao invés de desejar recolher-se à inatividade remunerada, deveria ser o principal interessado em vê-los cumpridamente elucidados, quando menos em respeito à dignidade do elevado cargo de presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, que um dia exerceu”, concluiu Toffoli. Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.

MISS CURITIBA MELHOR IDADE É DO RCC REBOUÇAS

Final do concurso Miss Melhor Idade arrecada alimentos para o Provopar

Com a presença do governador Beto Richa, da secretária Fernanda Richa (Família e Desenvolvimento Social) e da diretora social do Provopar Estadual, Silvana Maia Aichinger, foi realizada, na noite desta terça-feira (01), no Crystal Palace Hall, a final do concurso Miss Curitiba da Melhor Idade. Cerca de 600 pessoas prestigiaram o evento e puderam contribuir com a doação de 400 quilos de alimentos para o Provopar Estadual. 
Alice Papini Gomes, vencedora do concurso na faixa de 70 anos

O concurso, que completou dez anos, classificou 13 candidatas, entre as 95 mais belas idosas que disputaram o título. O evento foi conduzido pelo produtor Alysom Brasil e animado pelo cantor Moacir Franco. A classificação do concurso foi para candidatas de 60, 70 e 80 anos. As vencedoras dividiram um prêmio R$ 15 mil.

Escolhida pelas candidatas a Miss Curitiba como madrinha do evento, a secretária Fernanda Richa disse que a iniciativa demonstra o respeito dos cidadãos às pessoas da melhor idade. “Este concurso mostra a energia, a alegria e a vontade de viver”, afirmou.

O governador Beto Richa afirmou que, na vida pública, “mostramos respeito às pessoas mais idosas não só prestigiando eventos, mas com políticas que garantam uma melhor qualidade de vida aos cidadãos”. Segundo ele, o governo estadual promove ações de apoio, com atendimento na área de saúde, estímulo à vida saudável, como atividades física, lúdicas, esportivas e culturais. “É o respeito pelo que as pessoas já fizeram pela sociedade e por tudo o que ainda contribuem”, acrescentou.

Participaram como jurados do concurso Miss Curitiba o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto; o diretor presidente da Cohapar, Mounir Chaowiche; a diretora social do Provopar, Silvana Aichinger, a deputada estadual Mara Lima; a diretora de jornalismo da eParaná, Ângela Luvisitto; o empresário Marco Felipak; e Roberta Storeli, da comunicação da eParaná.

O Rotary Club de Curitiba Rebouças sente-se em júbilo, com a vitória de sua companheira, na categoria 70 anos. Parabéns à Alice e ao seu esposo, também companheiro do clube, Moacir Gomes, ambos muito queridos no ambiente rotário.

VENCEDORAS DO CONCURSO

CATEGORIA DE 60 A 69 ANOS

1º Lugar – Marilene Terezinha Krocheski

2º Lugar – Sonia Terezinha

3º Lugar – Marilze Perdigão

CATEGORIA DE 70 A 79 ANOS

1º Lugar – Alice Papini

2º Lugar – Maria Aparecida Ferreira

3º Lugar – Vivaldina de Matos

CATEGORIA ACIMA DE 80 ANOS

1º Lugar – Aracy Maciosek

2º Lugar – Joana Maciel Farias

3º Lugar – Maria Lídia Miranda

DEMAIS CATEGORIAS

1ª Princesa – Luiza Dirce Lourenço

2ª Princesa – Ana Maria de Lima

3ª Princesa – Laurita Oliveira

A Mais Bela Idosa 2013 – Ivone Cozati Moraes

Miss Simpatia 2013 – Claudete Ferreira Hagemeyen

terça-feira, 8 de outubro de 2013

MEDIAÇÃO PODERÁ SER OBRIGATÓRIA

Marco da Mediação poderá desafogar Judiciário

Os processos judiciais poderão ser obrigados a utilizar técnicas de mediação. A medida integra a proposta de marco regulatório de medição e foi apresentada nesta terça-feira (1º/10) pela manhã na presidência do Senado Federal pela comissão de especialistas criada pelo Ministério da Justiça e coordenada pela Secretaria de Reforma do Judiciário.

"A ideia é tentar solucionar os conflitos antes que eles virem um processo no Judiciário, tornando a realização da justiça mais rápida e satisfatória, além de evitar que se aumente o número já elevado de processos no país", afirma o Secretário de Reforma do Judiciário, Flávio Caetano.

Nos processos que já estão no Judiciário, o novo marco legal prevê a possibilidade de o juiz convocar uma sessão de mediação para tentar agilizar a solução do caso. Mas, como já existe um processo, esse procedimento não é obrigatório, cabendo ao juiz definir. "Há situações em que um processo que dura cinco anos, por exemplo, pode ser resolvido por mediação", diz Caetano.

Ele lembra que hoje são 90 milhões de processos, com duração média de 10 anos para serem concluídos. "Precisamos mudar a cultura do litígio no Brasil. Somos ensinados e estimulados a processar, mas não a chegar a um acordo. A nova lei de mediação é fundamental para dar maior segurança jurídica e para estimular a cultura do consenso. Com a mediação, um processo pode ser resolvido em três meses."

Pelo texto proposto, a mediação pode tratar de todo o conflito ou apenas de parte dele e se divide em três tipos: 1. Extrajudicial, quando o conflito não se transforma em processo na Justiça; 2. Judicial, quando há um processo no Judiciário, portanto, exige a presença de um juiz; e, 3. Pública, quando os conflitos envolverem qualquer dos órgãos do Poder Público ou em casos em que há agressão aos direitos difusos (questões ambientais e de consumidor, por exemplo) ou coletivos (causas trabalhistas, sindicais, indígenas).

Na mediação extrajudicial, seguindo a determinação Constituição de que a presença do advogado é indispensável à Justiça, será obrigatório que as partes sejam assistidas por advogados, a menos que abram mão desse direito.

A proposta elaborada pela comissão prevê, preferencialmente, que seja tentada a mediação antes da judicialização sempre que houver conflito envolvendo o Poder Público —hoje, 51% dos processos têm o Poder Público como parte, seja federal, estadual ou municipal. E, para acelerar a solução dos conflitos, o novo marco legal também estimula os órgãos púbicos a criarem Centros de Mediação.

Pelo texto legal apresentado pela comissão, qualquer pessoa pode atuar como mediador, desde que devidamente capacitada em cursos especializados para uso adequado de técnicas de construção de consensos. A capacitação deve ser feita em instituições reconhecidas pela ENAM (Escola Nacional de Mediação e Conciliação) do Ministério da Justiça ou pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Além disso, é preciso ser graduado há pelo menos dois anos em curso superior e fazer cadastro junto ao tribunal no qual pretende atuar.

Saiba mais:

O que é mediação

A mediação é técnica utilizada na resolução de conflitos em soluções construídas pelas próprias partes envolvidas, com o auxílio de um terceiro imparcial, que pode ser indicado ou escolhido pelas partes. O objetivo é prevenir ou diluir o conflito por meio da busca do consenso.

Sobre a ENAM

A Escola Nacional de Mediação e Conciliação (ENAM) foi criada em dezembro de 2012 com o objetivo de unir os esforços dos diversos atores do sistema de justiça para o desenvolvimento de uma política de democratização do acesso à Justiça baseada na solução consensual, pacífica e autocompositiva de conflitos. A escola realiza cursos presenciais e à distância que capacitam os alunos —juízes, promotores de justiça, defensores públicos, advogados públicos privados, servidores públicos, professores etc.— em técnicas de negociação e mediação, além de transmitir conhecimento teórico sobre a moderna teoria do conflito e dos jogos.

Dados da ENAM:

• 100 cursos já realizados ou em realização
• 2 mil servidores do Judiciário capacitados em mediação e conciliação
• 3 mil magistrados qualificados em administração e resolução de conflitos com uso de técnicas de mediação
• 50 promotores de Minas Gerais capacitados após parceria com Ministério Público mineiro
• 2 mil inscritos no 1º Curso Básico à Distância de Mediação (2013)
• vagas serão abertas no curso de Políticas Públicas de Mediação e Conciliação para Magistrados, prestes a ser lançado.

Por Camilo Toscano, Laura Muradi e Allan de Carvalho