quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

QUAL É A LIBERDADE DE EXPRESSÃO QUE QUEREMOS?

Acredito que este episódio do atentado à revista francesa Charlie Hebdo deveria favorecer a um amplo debate a respeito do que se entende por liberdade de expressão e liberdade de imprensa. 

É preciso estabelecer que a liberdade de um, no caso de manifestação, deve ser limitada pela liberdade do outro, no caso o ofendido. Não se pode imaginar que um povo ou mesmo uma pessoa que seja constantemente perseguido por um veículo de imprensa, ou mesmo por alguma pessoa que responda por algum veículo e não possa ter o direito de revidar. 

No caso da revista francesa, sob a ótica da "liberdade de expressão", que alguns entendem que deve ser absoluto, foram feitas diversas e reiteradas ao profeta maior do Islã e às crenças de um povo. Imagine se algum juiz francês consideraria a possibilidade do direito de resposta aos ofendidos? E mesmo aqui, em nosso país, onde a maioria das pessoas parece ver a liberdade de expressão como um fim em si mesmo, parecendo não enxergar ou não querer entender que a concentração dos veículos de comunicação nas mãos de uns poucos grupos econômicos em nada serve à democracia ou à informação. 

Constantemente recebemos informações deturpadas ou "análises" que são verdadeiras tentativas de lavagem cerebral. Muitas vezes os meios de comunicação, em sua sanha pelo espetáculo grotesco acabam por arruinar muitas reputações, bombardeando pessoas e instituições como se fosse párias monstruosos quando sequer há uma acusação formal sobre esta pessoa, bastando para tanto uma tênue suspeita. E isso é feito de forma seletiva, mostrando claramente que a imprensa tem lado. 

Naturalmente que este fato de a imprensa ter lado em nada favorece à democracia ou à liberdade de expressão, pois apenas pronunciam a opinião de seus donos ou patrocinadores, muitas vezes não dando espaço algum para as vozes contrárias. 

Acredito, pois, que o debate sobre a liberdade de expressão deveria caminhar para o sentido da liberdade de expressão com responsabilidade, quando os meios de comunicação que divulgarem afirmações levianas venham a responder por isso de forma efetiva, pois o atual direito de resposta previsto na legislação é insuficiente para reduzir abusos que são praticados diariamente.


OUTRO LADO

É preciso, principalmente, que as pessoas deixem de ser hipócritas quando defendem a liberdade de expressão, e admitam que somente defendem a liberdade que a elas é conveniente. 

Na esteira deste mesmo caso, é interessante ver o tratamento dispensado à voz destoante do  humorista francês Dieudonné, que foi detido na manhã desta  quarta-feira (14) em sua casa em Eure-et-Loir para ser interrogado por apologia do terrorismo,  conforme informou a promotoria francesa.

A detenção ocorre após a justiça abrir uma investigação contra o humorista por um comentário feito por ele nas redes sociais em relação ao ataque ao jornal "charlie Hebdo", que deixou 12 mortos na semana passada.

No domingo (11), o humorista escreveu em seu perfil no Facebook: "Eu me sinto Charlie Coulibaly".

A frase associa o nome do jornal satírico com o sobrenome do jihadista morto na sexta-feira (8) em um mercado de produtos judeus de Paris, depois de matar quatro pessoas em uma tomada de reféns.

Quer dizer, então, que a "liberdade de expressão" é uma via de mão única? Só é tolerada quando se expressa o que se convencionou "correto"?

REMÉDIO DERIVADO DA MACONHA É LIBERADO PELA ANVISA

Agência ressaltou que não há relatos de dependência relacionada ao uso de canabidiol; substância auxilia no tratamento de diversas enfermidades, como a epilepsia grave

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta (14), por unanimidade, a reclassificação do canabidiol como medicamento de uso controlado e não mais como substância proibida. A decisão foi tomada durante reunião da diretoria colegiada na sede da agência, em Brasília.

A maior parte dos diretores da agência ressaltou que não há relatos de dependência relacionada ao uso de canabidiol, enquanto há diversos indícios registrados na literatura científica de que a substância auxilia no tratamento de enfermidades como a epilepsia grave.

Os diretores também ressaltaram que a reclassificação abre caminho para que as famílias que fazem uso do canabidiol não continuem a agir na ilegalidade ou por fazer uso de uma substância proibida, além de abrir caminho para mais pesquisas.

A Anvisa iniciou a discussão sobre a possibilidade da reclassificação da substância em maio de 2014. Na época, não houve decisão terminativa sobre a questão. Desde então, a agência vem autorizando a liberação de importação do canabidiol em caráter excepcional.


Ilegal

O uso do CDB passou a ser discutido nacionalmente depois que Katiele Fischer foi a justiça pedindo autorização para usar o medicamento na filha Anny, de 6 anos. A história foi inclusive tema do documentário Ilegal, lançado no ano passado. Segundo a mãe, Ane tinha até 80 crises convulsivas por semana, e depois que passou a usar o canabidiol esses eventos pararam de acontecer.


Por conta do crescente debate, no ano passado, a Anvisa já havia simplificado os trâmites necessários para a importação de produtos à base de canabidiol, por pessoa física e para uso próprio. Com a mudança, a documentação entregue pelos interessados passou a ter validade de um ano, sendo necessária a apresentação da receita médica a cada novo pedido de importação.

O Conselho Federal de Medicina autorizou neurocirurgiões e psiquiatras a prescrever remédios à base de canabidiol para crianças e adolescentes com epilepsia, cujos tratamentos convencionais não surtiram efeito.

Estudos científicos

A maconha contém mais de 480 componentes, sendo que 86 são os chamados canabinoides que atuam no cérebro. Os mais estudados são o delta- 9 - tetrahidrocanabinol, que produz efeitos alucinógenos, em doses altas, e o canabidiol que protege o cérebro dos efeitos do THC.

Estudos científicos sobre os efeitos de componentes da maconha como alternativa para remédios têm avançado no último ano. Pesquisa da USP de Ribeirão Preto com pacientes parkisonianos mostrou que o uso de canabidiol melhorou a qualidade do sono em 70% dos casos. Outro estudo em andamento está testando os efeitos do canabidiol no sono. A expectativa é que, dependendo dos resultados, a substância seja uma alternativa aos medicamentos contra insônia e outros distúrbios do sono.

O estudo dos componentes da maconha abre uma possibilidade para o desenvolvimento de outros medicamentos. Outro exemplo são os efeitos benéficos da maconha para a dor, conhecidos desde o final dos anos 1960. O efeito analgésico serve tanto para a dor neuropática quanto para a miopática. Desde 2010, há no mercado um remédio com os princípios do THC e do Canabidiol, com uso liberado na Europa, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e países da Ásia (exceto Japão, China e Hong Kong) e países do Oriente Médio (exceto Israel e Palestina).

sábado, 10 de janeiro de 2015

ASSASSINATO DA LÍNGUA PORTUGUESA

A cada dia que passa, mais e mais casos de maus tratos à última flor do lácio são perpetrados. Nada demais quando se analisa a língua falada nas ruas, pelo povo. Mas torna-se grave quando as mutilações linguísticas são incansavelmente perpetradas por agentes da nossa valorosa imprensa, que deveria, ao menos em tese, serem os guardiões da boa linguagem, tanto em sua forma escrita quanto na forma falada.

Mesmo sem a intenção de esgotar os casos, e muito menos de cansar meus eventuais leitores, passarei a elencar os casos mais gritantes que observar, principalmente na grande imprensa, de alcance nacional e aquela que ao menos aparentemente tem algum comprometimento com a qualidade, e, por conseguinte, teria a obrigação de melhor observar as regras da língua portuguesa.

Certamente não vamos nos preocupar com os jornalecos ou programas popularescos, os que têm mais compromisso com o faturamento e o engambelamento da população mais simples, que adotam a forma incorreta de expressão ou como forma de mais facilmente enganar o consumidor de seus programas ou jornais, ou por real desconhecimento das normas linguísticas, o que seria indesejável para quem se propõe a trabalhar neste ramo de atividade. Mas que, na prática, é o que mais se verifica.

ESPN

Nesta oportunidade, vou comentar uma chamada do grupo televisivo ESPN, de canal por assinatura, o que significa que supostamente está falando para um público mais elitizado, tanto economica quanto culturalmente, eliminando, então, a componente popularesca como desculpa para o erro grosseiro que comete.

Na chamada para a transmissão da premiação da Bola de Ouro da FIFA, para o melhor jogador da Europa, que se pretende que seja o melhor do mundo, mas é apenas da Europa, já que os jogadores que não atuam neste continente sequer são cogitados para a premiação.

A grande falha vem na ânsia de vincular o Brasil à premiação, onde o país não participa com nenhum atleta masculino, mas tão somente com a sete vezes vencedora da premiação Marta.

Diz a chamada que "... no futebol feminino, a brasileira Marta representa o país..."

Ora, faltam, portanto, alguns esclarecimentos: A brasileira Marta está representando qual país? Isso não foi mencionado.

Até porque parece óbvio que a atleta está representando o Brasil. Sendo assim, é totalmente desnecessária a adjetivação da jogadora como brasileira, pois isto já está subentendido quando se afirma que ela representará o país no certame.

Redundância, para dizer o mínimo, é a figura de linguagem que comete a emissora multinacional. Pode parecer simples, mas é uma coisa que dói nos ouvidos de qualquer pessoa com o mínimo conhecimento da língua portuguesa. Um erro tão óbvio que os manuais de redação das emissoras de televisão deveria se prevenir quanto a isso. 

E descabe dizer que se trata de um equívoco simples, tão comum em transmissões de eventos ao vivo, pois trata-se de uma chamada claramente elaborada e gravada em estúdio, destinada a repetição exaustiva.

A nós, só resta lamentar e ressaltar neste espaço, anelando para que esta gora em um oceano sirva, de alguma forma, como contribuição para melhorar o nível de expressão em língua portuguesa.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

ORIGEM DO TELEFONE CELULAR

“Diz que é comunista mas usa Iphone!”. Mas o telefone celular foi inventado por um comunista!


“Diz que é comunista mas usa um Iphone!”. Quem nunca escutou esta frase, geralmente em tom histérico ou irônico, deste ou daquele direitista ignorante metido a conhecedor da história e da obra de Marx? A revelação que fará este artigo deixará a muitos puxa-sacos dos capitalistas inquietos, talvez até irritados. Certamente, ao usar um clichê tão ridículo, eles ignoram que uma invenção que estão acostumados a usar foi concebida originalmente em um país socialista.
Segundo a lenda, “o primeiro telefone celular foi inventado nos EUA”. Ela insiste em que em 3 de abril de 1973, o diretor da companhia Motorola, Martin Kutcher, apresentou em Manhattan um dispositivo de telefonia móvel em uma exposição. Até 1979, a Travel Eletronics não passaria a comercializá-lo. Pesava quase 1 kg e seu valor era de aproximadamente uns $3700,00. O custo da conexão era de 24 a 40 centavos por minuto.
Qualquer um que busque algo relacionado com o nome de Leonid Ivanovich Kupriyanovich se dará conta de que apenas sabe uma parte da história. O inventor comunista russo era um famoso engenheiro, conhecido por suas invenções na área de comunicação. Em 1955, publicou em uma revista científica para amantes do rádio uma descrição de seu aparato walkie-talkie, capaz de fazer conexões de até 1,5 km de distância. Pesava cerca de 1,2 kg e funcionava com dois tubos de vácuo.
Em 1957 apresentou a mesma versão de seu walkie-talkie, mas desta vez com um alcance de 2 km de distância e com um peso de 50 gramas. Mas o engenheiro comunista não se deteve aí, no mesmo ano apresentou o LK-1, um telefone celular que usava ondas de rádio, tinha um alcance de 20 a 30 km de distância e uma bateria que durava de 20 a 30 horas. O dispositivo manual pesava cerca de 3 kg e dependia de uma estação. Segundo Leonid Ivanovich, a estação podia servir a vários clientes ao mesmo tempo. O inventor soviético patenteou seu telefone celular em 1957 (Certificado nº115494, 1.11.1957). Em 1958, no instituto de investigação Científica de Voronej (VNIIS), Kupriyanovich começou a busca por um sistema próprio de comunicação móvel. Suas descobertas científicas eram constantemente publicados na revista mais famosa sobre tecnologia editada na União Soviética, a “Nauza i Jizn” (Ciência e Vida).
Kupriyanov experimenta o seu LK-1 enquanto lê um livro em um carro
Kupriyanov experimenta o seu LK-1 enquanto lê um livro em um carro
Em 1958, Leonid Kupriyanovich foi mais além, encolhendo sua invenção a um tamanho suficientemente pequeno para levar no bolso. O aparato do engenheiro comunista não só permitia fazer conexões como também recebê-las de telefones residenciais e de cabines telefônicas. Tinha aproximadamente o tamanho de um pacote de cigarro, como a maioria dos telefones celulares atuais.
Kupriyanovich testa e exibe sua invenção: o aparelho celular
Kupriyanovich testa e exibe sua invenção: o aparelho celular
Em 1961, o engenheiro comunista da União Soviética desenvolveu um dispositivo ainda menor, que cabia na palma da mão e tinha um alcance de mais de 30 km. No mesmo ano foi planejada a fabricação deste objeto em grande escala, segundo uma entrevista dada por Leonid à agência de notícias APN. O inventor também falou sobre o plano de construir estações de telefonia móvel.
Celulares nas décadas de 50 e posteriores na URSS, compatíveis com uma capa ou terno
Celulares nas décadas de 50 e posteriores na URSS, compatíveis com uma capa ou terno
O primeiro dispositivo de telefonia móvel nacional acabou sendo o “Altay”, distribuído comercialmente a partir de 1963, e em 1970 já estava presente em mais de 114 cidades da URSS. Muitos de seus dispositivos foram inicialmente empregados pelo mundo médico, em hospitais e depois por taxis no país. O sistema foi usado em países do Leste Europeu como Bulgária e exibido na exposição internacional Inforga-65.
Então, da próxima vez que vier alguém dizendo isso de que “um comunista de verdade não usa telefone celular” ou que “o Iphone é capitalista”, faça o favor de lembrá ao pobre ignorante que a invenção que usa foi criada pelo comunista Leonid Ivanovich Kupriyanovich e que se criou na URSS e não nos EUA. Sua patente é uma prova disso.
Patente-da-invencao-de-Kupriyanov
Estes argumentos escatológicos são facilmente refutados com investigação e leitura, com o conhecimento dos clássicos do marxismo-leninismo, que revelam que seus mestre sempre se mostraram favoráveis à tecnologia. Karl Marx escreveu na “Crítica ao programa de Gotha” que era necessário que os trabalhadores desfrutassem de conforto material no socialismo. Marx e Engels eram entusiastas do progresso industrial, mas condenaram os métodos pelos quais foi alcançado. Lenin era um entusiasta da tecnologia, e em sua obra política enfatiza que o comunismo dependeria do poder soviético mais a eletrificação de todo o país ( a eletricidade era, então, talvez a mais avançada forma de tecnologia humana em sua época). A era de Stalin permitiu ao homem e à mulher soviético(a) dominar a força que gera o sol, a energia nuclear. Che Guevara, aluno deste último, costumava apresentar a democratização da tecnologia como uma das definições do socialismo. Logo, longe de ser proibido ao operário ter um Ipad ou um Iphone, este pode ficar com a consciência tranquila de que é plenamente comunista levar um telefone celular (especialmente se tiver um fundo de tela comunista para irritar aos anticomunistas), uma invenção de um gênio comunista soviético que facilita e dinamiza as telecomunicações.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

TESTES EM AZEITES MOSTRAM FRAUDES



VÁRIAS MARCAS ENGANAM O CONSUMIDOR


azeites-extravirgens-so-no-rotulo.jpg (250×113)De interesse público: em teste recente feito pela Proteste, apenas 8 marcas foram legitimamente consideradas honestas com o consumidor, 7 foram reprovadas e 4 não podem nem chegar a ser consideradas azeite. A marca de azeite extravirgem que você costuma comprar pagando mais caro está te enganando.

Esta pesquisa recente de fraude contra o consumidor revelou que grande parte dos azeites mais comuns no dia a dia dos brasileiros que são vendidas como extravirgens, são, na verdade, apenas virgens.

Para ser considerado extravirgem, o azeite tem que conter no máximo 0,8% de acidez enquanto que o limite do virgem é de 2%. Passando desta porcentagem de acidez, é azeite comum ou nem isso.

Este é o quarto teste feito pela Proteste com pior resultado e maior fraude contra o consumidor. A Associação, que tem como objetivo atuar na defesa e no fortalecimento dos direitos dos consumidores brasileiros, verificou se havia adulteração nos produtos.

Com uma análise sensorial feita em laboratório reconhecido pelo Conselho Oleico Internacional (COI), os azeites foram avaliados quanto ao aroma, à textura e ao sabor. Segundo a legislação, nos azeites extravirgens não podem ser encontrados defeitos na análise sensorial nem a adição de outros óleos.

Nos quatro azeites que foram detectados fraudes, havia mistura de óleos refinados com adição de outros óleos e gorduras. São eles: Figueira da Foz, Tradição, Quinta d´Aldeia e Vila Real.

Nos outros 15 azeites extravirgens testados, uma surpresa quando revelados os que são realmente extravirgens e os que são apenas virgens. As sete marcas que estão nos enganando pelo rótulo e tem qualidade inferior às exigidas são: Carbonell, Galo, Borges, La Espanhola, Serrata, Beirão e Pramesa.

E para lembrar aquele lance de “não julgar o livro pela capa”, as 8 marcas realmente sinceras com o consumidor são: Carrefour, Qualitá, La Violetera, Vila Flor, Andorinha, Cardeal, Cocinero e Olivas do Sul.

Visto que a grande atratividade dos azeites extravirgens são suas propriedades antioxidantes e benéficas à saúde, estas fraudes são um abuso, falta de respeito e deveriam ser consideradas crimes.

Faça sua parte e espalhe a notícia. Quanto mais gente souber o quanto estas marcas de renome estão nos enganando, estaremos menos vulneráveis a pagarmos de “trouxa”. Principalmente tratando-se de saúde.

Proteste – Azeites: extravirgens só no rótulo


A PROTESTE testou 19 marcas de azeites extravirgens e constatamos que, 7 são virgens e 4 têm indícios de fraude contra o consumidor, já que pelos padrões da lei, não podem ser considerados azeites.

Se você costuma optar pelos azeites extravirgens por acreditar que eles sejam mais puros, saborosos e saudáveis, é melhor tomar cuidado,pois você pode estar sendo enganado.

Das marcas de azeites que testamos, boa parte dos que se dizem “extravirgens”, na verdade, não passa de “virgens” e alguns são até “lampantes”.

A PROTESTE já realizou quatro testes com esse produto, e, este foi o que teve pior resultado, com o maior número de fraudes contra o consumidor.

Verificamos se havia produtos adulterados, ou seja, comercializados fora das especificações estabelecidas por lei. E, também que preço e renome nem sempre são sinônimos de maior qualidade. O melhor do teste foi, de fato, o que custa mais caro entre os testados. Porém, nossa avaliação mostra que há outros produtos de boa qualidade que custam bem menos.

Fizemos a análise sensorial em laboratório reconhecido pelo Conselho Oleico Internacional (COI). Eles avaliaram a qualidade das amostras quanto ao aroma, à textura e ao sabor de acordo com parâmetros técnicos. Segundo a legislação, em azeites extravirgens não podem ser encontrados defeitos na análise sensorial.

Analisamos diversos parâmetros físico-químicos para detectar possíveis fraudes:
Presença de óleos refinados;
Adição de óleos obtidos por extração com solventes;
Adição e identificação de outros óleos e gorduras;
Adição de outras gorduras vegetais;

Na análise sensorial, apenas oito marcas tinham qualidade de azeite extravirgem de acordo com os especialistas. Entre as outras, sete alcançaram defeitos que, pela legislação, as caracterizavam como azeites virgens. São elas:
Borges
Carbonell
Beirão
Gallo
La Espanhola
Pramesa
Serrata

As quatro marcas com problemas de fraude foram também consideradas, pela análise sensorial, como azeites lampantes. São elas:
Tradição
Quinta da Aldeia
Figueira da Foz 
Vila Real

A PROTESTE testou 19 marcas diferentes de azeites extravirgens. Saiba quais foram as marcas que se saíram bem no nosso estudo e poupe até R$ 12.

Nosso teste revelou que nem todos os produtos testados não podemsequer ser considerados azeites segundo os padrões da lei, mesmo com acidez dentro do limite.

O produto que recebeu a avaliação de melhor do teste foi o Olivas do Sul, que foi o melhor produto na análise sensorial, o seu valor varia de R$ 19,76 a R$ 23,90.
E, o produto que recebeu a avaliação de escolha certa foi da marca Carrefour (origem Itália) que também teve um bom desempenho geral no teste e seu valor varia entre R$ 7,69 e R$ 15,29.


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

NOVO AUMENTO NAS CUSTAS PROCESSUAIS

Alep encerra o ano com aprovação de aumento nas taxas de cartórios

A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) encerra as atividades do ano nesta quarta-feira (16) com a sessão que conclui a redação final em diversos projetos de lei de autoria dos poderes Executivo e Judiciário. As propostas do Tribunal de Justiça (TJ) mexem diretamente no bolso da população, que trazem reajustes nas custas dos serviços judiciais, ou seja, as taxas cobradas nos cartórios. Já as encaminhadas pelo governador Beto Richa (PSDB) são voltadas para gestão. Dos 42 projetos de lei analisados pelos deputados na terça-feira (15), 19 foram por meio de Comissão Geral, também conhecida como “tratoraço”.

A Comissão Geral elimina a apreciação dos projetos de lei nas comissões específicas da Casa, fazendo com que as propostas sejam analisadas de maneira superficial e rápida em Plenário. A estratégia é adotada com frequência pelo líder do governador Beto Richa na Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB), que não encontra dificuldade para aprovação já que o governo tem maioria na Assembleia.

Os projetos de autoria do Poder Judiciário acarretam em um aumento de 6,37% nas custas dos cartórios e de 25% nas taxas dos serviços que compõem o Fundo de Reequipamento do Poder Judiciário (Funrejus), presente em parte significativa das taxas. Na prática, a partir de 1º de janeiro de 2015, os paranaenses devem gastar aproximadamente 30% a mais com custas judiciais.


O projeto de lei encaminhado pelo governador Beto Richa, e aprovado pelos deputados, transformou a Secretaria de Estado da Segurança Pública em Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária. Desta forma, a Segurança Pública englobou as atribuições da Secretaria de Estado da Justiça tornando-se responsável pelos presos do estado, ou seja, terá que gerir o sistema penitenciário.Os deputados também aprovaram a Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2015, com a previsão de receita de R$ 41,4 bilhões. A área de Educação contará com R$ 7,1 bilhões, a Saúde com R$ 3,1 bilhões, e a Segurança Pública também deve ter R$ 3,1 bilhões. A Secretaria de Segurança Pública, inclusive, ganhou novas atribuições na sessão de terça-feira.

A incorporação foi alvo de criticas, em especial, dos deputados de oposição. O líder da bancada do PT, deputado Tadeu Veneri, afirma que a decisão vai contra a orientação do Departamento Penitenciário Nacional, que impede que a detenção e execução da pena sejam feitas pelo mesmo órgão.

A seccional do Paraná da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também se posicionou contrária à medida. Para a OAB, é um retrocesso em relação às atribuições constitucionais das instituições e aos agentes da segurança pública e do sistema penitenciário. A ordem defende ainda a autonomia administrativa e financeira ao órgão gestão do sistema penitenciário.

Os deputados aprovaram ainda o projeto de lei do Poder Executivo que permite ao procurador-geral do Estado desistir de ação de execução fiscal, o que provoca o arquivamento de processos. O governo estadual justifica que o objetivo é impedir a eternização das ações fiscais, sobretudo diante de processos voltados para a cobrança de créditos praticamente irrecuperáveis, que geram altos custos para a Administração ao se prolongarem indefinidamente no tempo.

Também foi derrubado o feriado de 19 de novembro. Neste ano, houve uma polêmica em torno do dia em que é celebrada a emancipação política do Paraná. Apesar da lei que vigorava, as empresas e o serviço público não tratavam a data como feriado. No entanto, o procurador-chefe do MPT no Paraná, Gláucio Araújo de Oliveira, afirmou que as empresas poderiam sim funcionar no feriado, desde que pagassem o dia em dobro para os funcionários.

EXTINTORES DE INCÊNDIO DE VEÍCULOS DEVEM SER SUBSTITUÍDOS

Prazo para substituição da carga de extintores termina no dia 31

A partir do dia 1º de janeiro de 2015, os veículos automotores só poderão circular equipados com extintores de incêndio com carga de pó ABC. O Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) alerta para o prazo final das alterações e que proprietários de veículos estarão sujeitos à fiscalização e multa em caso de descumprimento.

“Além da troca da carga, o condutor é responsável por verificar periodicamente se o extintor possibilita que seja expelida a carga quando houver necessidade. Outro item importante é verificar a validade dos extintores e também se o equipamento está instalado na parte dianteira do compartimento interno”, reforça o diretor-geral do Detran, Marcos Traad.

Os extintores de incêndio de pó químico tipo BC, que equiparam os carros fabricados até 2004, têm capacidade de combater princípios de incêndios de líquidos inflamáveis e equipamentos elétricos. Já os de carga ABC vão além, e atuam nos princípios de incêndios de sólidos, papéis, madeiras e tecidos.

De acordo com o Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Paraná (Ipem-PR), o novo extintor tem adicionado em sua composição a substância necessária para combater incêndios do tipo A, como por exemplo no estofado do carro.

LEGISLAÇÃO - De acordo com o Artigo 105 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o extintor é de uso obrigatório nos veículos automotores, elétricos, reboque e semirreboque. A Resolução 157/2004 estabelece especificações (quantidade, o tipo e capacidade mínima da carga) dos extintores de incêndio.

Já a Resolução 333/2009 determina que a partir de 1º de janeiro de 2015 os veículos automotores só poderão circular equipados com extintores de incêndio com carga pó ABC.

PENALIZAÇÃO - Conduzir o veículo sem equipamento obrigatório, ou estando ineficiente ou inoperante, a infração é considerada grave, segundo o artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro. A penalidade gera multa de R$ 127,69, cinco pontos na CNH do proprietário do veículo, além de medida administrativa - retenção do veículo para regularização.

EXCEÇÃO - A exigência do uso de extintores não se aplica às motocicletas, motonetas, ciclomotores, triciclos e quadriciclos automotores sem cabine fechada, tratores, veículos inacabados ou incompletos, veículos destinados ao mercado de exportação e os veículos de coleção.

DESTINO – Dentro da Política Nacional de Resíduos Sólidos a lei federal 12.305/2010, artigo 9º, diz que a gestão e o gerenciamento de resíduos sólidos têm a seguinte ordem de prioridade: não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.

Segundo o gerente de Fiscalização de Produto do Ipem-PR, Roberto Tamari, quando se tratava da antiga carga era comum se falar em “recarregar”, hoje o termo adequado é “requalificar”. “Após atingir o período de validade de cinco anos, o equipamento pode ser levado para um ponto de venda, posto de gasolina ou oficina, onde retornará para o fabricante que requalificará o produto, fazendo o procedimento ambientalmente correto”.

Desde 1º de janeiro de 2005, todos os veículos citados na Resolução 157/2004 devem sair da fábrica equipados com extintor de incêndio fabricado com carga ABC. Portanto, os proprietários de veículos automotores fabricados até 2004 deverão regularizar seus extintores até 31 de dezembro de 2014, atendendo à resolução do Contran.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A MÍDIA TEM LADO


Desmascarando as manipulações da grande mídia

As sete informações que a grande mídia sonegou de seus leitores e espectadores apenas nessa semana, tornando parte da população mais agressiva e desinformada:

1) Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, disse em depoimento na Câmara ontem que a compra da refinaria de Pasadena já constava no plano estratégico elaborado pelo Conselho de Administração da Petrobras desde 1999.


2) FHC também precisou de realizar uma manobra para alterar a meta de superávit da LDO de 2000, que não seria cumprida, exatamente como acontece hoje. Parece que o PSDB, que hoje vocifera contra a mudança na LDO, passa por uma amnésia coletiva. Essa informação, fundamental para o debate, saiu apenas de forma residual no blog do Camarotti.

3)Minas Gerais, estado que ainda está sob o controle do PSDB-MG de Aécio, teve de 1° de janeiro até ontem, dia 2 de dezembro, um déficit de exatamente R$ 1.729.952.338,39. E olha que lá não existiram desonerações de quase R$ 100 bilhões, como as que foram feitas pelo Governo Federal. Lá foi gastança mesmo.

4) Paulo Roberto Costa, em seu depoimento na Câmara ontem, isentou Lula e Dilma de culpa no episódio da Petrobrás.

5) Ontem a Polícia Federal fez buscas na casa de um diretor da CPTM, estatal comandada pelo PSDB-SP e centro do escândalo de corrupção no metrô de São Paulo. Quando a busca se dá em estatais comandadas pelo PT, aparece na manchete do Globo.com.

6) Gilmar Mendes suspendeu a investigação feita pelo Conselho Nacional do Ministério Público contra o engavetador da corrupção tucana no caso do metrô de SP, o Procurador Rodrigo de Grandis. A notícia não rendeu uma linha sequer nos principais jornais do país.

7) A Petrobras e os Procuradores que trabalham na Lava-Jato estudam pedir o bloqueio do espólio de Sérgio Guerra, ex-presidente nacional do PSDB, por supostamente ter recebido 10 milhões de reais para engavetar uma CPI contra a Petrobras em 2010, conforme acusação de Paulo Roberto Costa.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

ACENTOS E SINAIS EM ESPANHOL

Embora seja possível configurar o layout do teclado para a utilização de acentos e caracteres especiais em espanhol, não custa nada ter uma tabelinha de atalhos sempre ao alcance da mão.

Para tal, valem as combinações abaixo:


Windows
=======
á = Alt + 0225
é = Alt + 0233
í = Alt + 0237
ó = Alt + 0243
ú = Alt + 0250

ñ = Alt + 0241
ü = Alt + 0252

¡ = Alt + 0161
¿ = Alt + 0191


Mac
===
á = Opt + e, então a
é = Opt + e, então e
í = Opt + e, então i
ó = Opt + e, então o
ú = Opt + e, então u

ñ = Opt + n, então n
ü = Opt + u, então u

¡ = Opt + 1
¿ = Opt + shift + ?

PINK FLOYD LIDERA PARADA BRITÂNICA

Pink Floyd lidera parada britânica pela primeira vez desde 1995, com o lançamento do disco "The Endless River". Em segudo lugar ficou a banda Foo Fighters.
A capa de 'Endless River', novo do Pink Floyd

A banda britânica de rock progressivo Pink Floyd alcançou o topo da parada de discos de seu país pela primeira vez em quase 20 anos neste domingo com "The Endless River", informou a consultoria Official Charts Company.

O álbum recém-lançado, que a banda diz ser seu último, tornou-se o terceiro disco de um grupo ou artista que vendeu mais rápido este ano após passar as 139 mil cópias vendidas durante a semana passada.

Um tributo ao tecladista do grupo, Rick Wright, que morreu em 2008, "The Endless River" é seu sexto álbum número um na Grã-Bretanha e seu primeiro desde "Pulse", de 1995.

O Foo Fighters também entrou na lista com "Sonic Highways" na segunda posição, e "X", de Ed Sheeran, que encabeçou a lista até a semana passada, caiu duas posições e foi o terceiro mais vendido.

Sheeran também apareceu na parada de singles (músicas de trabalho), mantendo "Thinking Out Loud" na segunda colocação, uma posição acima de "Steal My Girl", do One Direction, que saiu da sexta colocação.

O líder da parada de canções foi uma versão para "Wake Me Up", do DJ e produtor Avicii, gravada pelo All Star Choir de Gareth Malone para a campanha de caridade Children in Need.